A ideia de proporcionar uma experiência gastronómica a bordo de um Airbus A380 e que visa fazer face aos prejuízos resultantes do surto de Covid-19 que estão a atingir as companhias aéreas foi colocada em prática em Singapura. O preço da refeição varia de 53,50 dólares (46 euros) a 642 dólares (548 euros).

Aviões em terra, perda de receita. Este é o cenário comum à maioria das companhias aéreas em todo o mundo. Para tentar travar o contágio da pandemia de Covid-19, os governos um pouco por todo o mundo aplicaram fortes restrições aos movimentos dos cidadãos e o setor, que já tinha cancelado milhares de voos fruto dos receios da população, acabou por estacionar quase toda a sua frota.

Para fazer face aos prejuízos, a Singapore Airlines decidiu transformar dois dos seus aviões Airbus SE A380 num restaurante. A ideia de jantar num avião parado está a ser um sucesso e as reservas esgotaram em apenas 30 minutos.

Os aviões estão estacionados no aeroporto de Changi. A refeição mais barata é servida na classe económica por 53,50 dólares (46 euros) e a mais cara na suíte, por 642 dólares (548 euros). Também é possível comer na classe executiva por 321 dólares (274 euros) ou 96,30 dólares (82euros) na económica premium.

Cerca de metade dos assentos em cada avião está a ser usada para jantares, de acordo com as diretrizes do restaurante sobre os limites de grupos e distanciamento. Em voos normais, os A380 podem acomodar até 471 pessoas. Segundo o site Bloomberg, a Singapore Airlines sofreu um prejuízo líquido recorde de 1,12 mil milhões de dólares (cerca de 956 milhões de euros) no primeiro trimestre até junho e está despedir cerca de 20% dos seus funcionários.

As reservas para almoço nos próximos dias 24 e 25 esgotaram em apenas 30 minutos. Graças ao sucesso da iniciativa, a companhia aérea anunciou que vai abrir mais dois dias no fim de semana de 31 de outubro e 1 de novembro.

“Agradecemos o apoio extremamente forte dos nossos clientes e esperamos recebê-los no Restaurante A380 Changi”, disse Lee Lik Hsin, vice-presidente comercial executivo da SIA, citado pela CNN.

Os passageiros devem trazer os seus passaportes e a companhia aérea encarrega-se de verificar a temperatura dos antes que de embarcarem nesta experiência gastronómica.

A maioria das companhias aéreas está a enfrentar dificuldades resultantes da pandemia, mas a Singapore Airlines foi especialmente atingida porque voa apenas em rotas internacionais, incluindo o voo mais longo do mundo, entre Singapura e Newark, New Jersey.

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