Savearth fecha ronda de 400 mil euros para escalar tecnologia de IA para eficiência hídrica na hotelaria
A portuguesa Savearth captou 400 mil euros junto de 10 investidores para acelerar o desenvolvimento da tecnologia, reforçar a equipa e expandir a operação em Portugal e Espanha.
A Savearth, start-up portuguesa especializada em inteligência artificial para eficiência hídrica na hotelaria, acaba de fechar uma ronda de investimento de 400 mil euros, com a participação de 10 investidores, incluindo a Laika Ventures, Pierre Santos, CEO da Host PMS, e Daniel Johnson, ex-CEO da Venza. O capital tem como objetivo reforçar a equipa, acelerar o desenvolvimento do produto e expandir a implementação da tecnologia em Portugal e Espanha.
“O investimento deverá ter impacto direto na escala da operação, com a Savearth a estimar que um hotel com 200 quartos pode poupar entre 60 mil e 80 mil euros por ano, aumentando a eficiência operacional, métricas ESG e rentabilidade”, explica a start-up em comunicado.
“Este investimento valida aquilo que estamos a construir e a urgência do problema que atacamos. A hotelaria precisa de soluções que reduzam desperdício, melhorem eficiência e apoiem metas ESG, sem comprometer a experiência do hóspede. Ter investidores desta qualidade dá-nos uma base muito forte para a próxima fase de crescimento”, afirma João Machado, CEO da Savearth.
Na hotelaria, o consumo excessivo de água quente nos banhos representa um dos maiores focos de desperdício invisível, estimado em mais de 7 mil milhões de dólares por ano. Em média, cada hóspede utiliza cerca de 120 litros de água quente por banho, gerando impacto significativo nos custos e na pegada ambiental dos hotéis.
A tecnologia da Savearth permite medir, em tempo real, o consumo de água através da análise inteligente do som do duche, permitindo influenciar o comportamento dos hóspedes. Através do seu interface inteligente e mecânicas de incentivo a “eco showers”, os hotéis conseguem envolver os hóspedes na redução do consumo de água, sem necessidade de obras, alterações na canalização ou instalação de sensores invasivos.
Atualmente, a empresa já trabalha com mais de cinco grupos hoteleiros, incluindo alguns dos maiores em Portugal, e conta com mais de 30 hotéis em lista de espera. Até ao final do ano, o objetivo é atingir os 8 mil quartos em Portugal e Espanha.








