É um freeworker? Saiba quais mitos que rodeiam este modelo de trabalho.

Ser um freeworker, ou seja, trabalhar sem horários fixos, está muitas vezes associado a um conjunto de ideias pré-concebidas que não correspondem à realidade. Saiba quais os mitos associados a esta forma de trabalho.

A transformação que tem atingido o mercado de trabalho nos últimos anos é evidente para quem se move no mundo laboral, seja do lado das empresas, seja dos trabalhadores. Os novos modelos de trabalho são disso exemplo. Têm conquistado terreno, permitindo, por um lado, que as empresas acedam a talento qualificado de forma mais ágil, e, por outro que os profissionais tenham mais autonomia na gestão das suas carreiras.

Mas apesar da banalização dos novos modelos de trabalho, estes ainda são muitas vezes associados a perceções erradas e que deturpam o que é, na realidade, trabalhar como freeworker. Para desmistificar esta ideia, a Shakers, uma plataforma que conecta empresas e trabalhadores flexíveis identificou cinco mitos sobre os trabalhadores flexíveis

1 | Profissionais sem horários
Apesar da flexibilidade ser uma das grandes vantagens, isso está longe de significar a ausência de uma estrutura. Muitos freeworkers trabalham com prazos rigorosos, em sintonia com a agenda dos clientes e gerem o seu tempo de uma forma estratégica. Esta gestão é, frequentemente, feita com níveis de disciplina iguais ou até superiores aos de um emprego tradicional.

2 | Mal pagos e sem direitos
Contrariamente a esta ideia, muitos profissionais independentes qualificados conseguem rendimentos superiores às médias nacionais. Adicionalmente, o facto de trabalharem por projetos, e em momentos chave, permite que as empresas atribuam mais benefícios ao trabalhador flexível, justamente remunerados pela sua intervenção. Além disso, estes trabalhadores, têm controlo sobre os projetos que escolhem, permitindo-lhes negociar condições e diversificar as fontes de rendimento.

3 | Um modelo de trabalho para os mais novos
Embora as gerações mais jovens estejam mais expostas aos modelos de trabalho flexíveis, o trabalho independente é cada vez mais adotado por profissionais com mais experiência. Os perfis mais seniores recorrem a este regime de forma a aplicarem os seus conhecimentos em projetos com mais valor, muitas vezes após carreiras consolidadas.

4 | Só há freeworkers em nichos de mercado
Numa fase mais inicial, o trabalho flexível era frequentemente associado às áreas de tecnologia e design. Hoje, expandiu-se e está presente em múltiplos setores – do marketing e recursos humanos, às operações e à consultoria estratégica.

5 | Demasiado instável e arriscado
Hoje, pode trazer até mais segurança do que depender de uma única entidade empregadora, uma vez que há ferramentas ao alcance deste tipo de profissionais que asseguram uma melhor remuneração, face aos trabalhadores convencionais. Mitigar o risco faz-se através da diversificação de clientes e projetos.

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