5 factos para estar atento e manter a força de trabalho feliz em 2023

A maioria dos trabalhadores que planeia ficar no atual emprego nos próximos 12 meses fá-lo porque é feliz, tem estabilidade, um bom equilíbrio Work/Life e gosta dos seus colegas, conclui inquérito do Grupo Adecco.

Que prioridades devem ter as empresas para a retenção de talento? Ao optar por permanecer num emprego, que fatores são mais importantes para os profissionais?

De acordo com o relatório do Grupo Adecco Global Workforce of the Future, há diferenças assinaláveis entre profissionais administrativos e não administrativos, e as tendências variam em função da idade e do estatuto laboral.

Para ajudar as empresas a manter a força de trabalho saudável, resiliente, comprometida e conectada com os objetivos da organização, a Adecco apresenta 5 factos-chave aos quais deve estar atento.

1. Contágio por despedimentos
Os profissionais têm o dobro da probabilidade de desistir se virem os colegas a despedirem-se. É como um efeito dominó. Um quit influencer é o fenómeno em que os trabalhadores tomam medidas depois de verem os seus colegas desistir, transversal a funções de escritório e trabalhos não administrativos. 70% preveem desistir nos próximos doze meses (final de 2022) e 50% tomam medidas. Em comparação com os Baby Boomers, os Gen Z tem 2,5 vezes mais probabilidades de ser influenciados a desistir.

2. Nível elevado de preocupação com a inflação
Seis em cada 10 pessoas estão preocupadas que o seu salário não acompanhe a inflação, sendo que os millenials os Gen Z são os mais preocupados. Metade dos profissionais que não trabalham em regime de cash-in-hand está a considerar assumir um segundo emprego para lidar com o aumento do custo de vida. Este cenário é mais comum entre os millenials.

Os inquiridos no estudo do Grupo Adecco admitem que a incerteza económica irá afetar a sua capacidade de encontrar um emprego no futuro. No entanto, poucos acreditam que perderão os seus empregos em resultado desta incerteza. Mais de 60% dos trabalhadores acreditam que a automação, inteligência artificial, digitalização e economia verde os forçarão a aprender novas competências, e tornarão as suas atuais competências menos relevantes.

3. Conversas de carreira são uma parte crítica da progressão de carreira e da retenção de talentos
“A grande reavaliação continua a marcar o candidato no mercado de trabalho”, diz a Adecco. O relatório Global Workforce of the Future revela que os trabalhadores estão em grande parte a perder oportunidades de formação, conversas de carreira e oportunidades internas.

As empresas estão a investir menos nos seus colaboradores que não estão em cargos de liderança. Apenas 36% dos não-gestores dizem que a sua empresa investe no desenvolvimento das suas competências, em comparação com 64% dos gestores. Esta enorme diferença explica por que é que os não-gestores podem sentir-se pouco motivados.

Além disso, um quarto da força de trabalho nunca teve uma conversa sobre a sua carreira (23%). Os trabalhadores que têm conversas de carreira frequentes têm 10 vezes mais probabilidades de serem encorajados a candidatarem-se a ofertas de emprego internas do que os que não o fazem.

Existe um grau significativamente mais elevado de desinteresse entre os profissionais de escritório e os profissionais que não trabalham em escritório: estes últimos têm quase uma diferença de 10 pontos percentuais em relação aos primeiros, face à probabilidade de permanecerem na sua empresa atual ou de progredirem para outra função dentro da empresa.

4. Existe um GAP significativo de satisfação entre os profissionais administrativos e não administrativos (52% vs. 65%) quando se trata de manter a saúde mentar e o bem-estar
O termo profissional de não-escritório refere-se aos profissionais que não trabalham atrás de uma secretária, pelo que é difícil contactá-los por correio electrónico e intranet. A satisfação destes trabalhadores com a sua carga de trabalho, saúde mental e física e bem-estar está no fim da ista.

A chave para promover a resiliência dos colaboradores é criar um ambiente de trabalho seguro. Para prevenir o esgotamento, as empresas devem encorajar os seus colaboradores a tirar todas as suas férias anuais e a  estabelecer uma cultura de confiança e segurança.

5. O salário não é o único factor que mantém os profisisonais motivados
Cerca de metade de todos os profissionais que querem demitir-se nos próximos 12 meses cita o salário como a principal razão para sair. Curiosamente, o número de não-gestores (52%) que escolhem um salário mais elevado é muito maior do que o número de gestores (37%).

No entanto, o salário não é o único fator que influencia a tomada de decisão dos profissionais: entre aqueles que se sentem envolvidos nos seus empregos, o salário cai para o sexto lugar numa lista de prioridades. Apenas 25% dos empregados citam o seu salário como razão para permanecerem no seu posto de trabalho.

No inquérito do Grupo Adecco, a maioria dos trabalhadores que planeia ficar com o seu atual empregador nos próximos 12 meses fá-lo porque é feliz, o seu emprego oferece estabilidade, tem um bom equilíbrio Work/Life, gosta dos seus colegas e tem também uma boa flexibilidade. Vale a pena notar que a flexibilidade é mais importante para os trabalhadores não administrativos, do que o salário, e é também uma regalia muito importante para a nova geração de trabalhadores, conclui a Adecco.

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