Visa junta-se a fintech norte-americana para impulsionar uso de criptomoedas

A Visa e a star-up norte-americana Tala anunciaram esta semana uma parceria para ajudar quem não recorre aos bancos a obter acesso, a armazenar e a usar criptomoedas nos seus gastos diários.

A Visa anunciou uma nova parceria com a Tala, start-up norte-americana fornecedora de serviços financeiros digitais em mercados emergentes, cujo objetivo é facilitar o acesso às criptomoedas a consumidores que não recorrem aos bancos, começando com o USDC (USD Coin), um stablecoin indexado ao dólar norte-americano e regulado pelo Centre Consortium (Consórcio do Centro, em tradução livre), que é compatível com ethereum, algorand, solana e blockchains stellar.

A parceria também envolverá o Circle, um dos membros do Centre (consórcio que emite USDC) e a Stellar Development Foundation, que supervisiona a criptomoeda XLM.

Através da integração com o Circle e o Stellar, os clientes da Tala terão acesso ao USDC na carteira digital da empresa, suportando armazenamento de ativos, transferência internacional e funcionalidades de troca de criptomoedas fiduciárias. A parceria com a Visa dará também à Tala capacidade para emitir os seus cartões vinculados à carteira, possibilitando que os clientes gastem o saldo em USDC em qualquer um dos 70 milhões de comerciantes em todo o mundo que aceitam Visa.

Sobre o crescimento de stablecoins como o USDC, Cuy Sheffield, diretor de criptoativos da Visa, refere que “estamos realmente interessados em ver como eles poderiam ter o potencial de ajudar os consumidores em mercados onde não há grande acesso a serviços financeiros”.

Em dezembro, a gigante de cartões de crédito estabeleceu uma parceria com o Circle para conduzir a integração do USDC na rede de carteiras digitais da Visa.

A Tala, start-up que foi lançada há sete anos e que tem sede em Santa Mónica, na Califórnia, concedeu mais de 2 mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) em crédito a mais de 6 milhões de clientes no México, Filipinas, Quénia e Índia. Os seus clientes podem obter microcréditos, que variam de 10 dólares (8 euros) a 500 dólares (415 euros), através de uma app mobile, independentemente do seu histórico de crédito formal. A empresa arrecadou mais de 200 milhões de dólares (166 milhões de euros) através da PayPal Ventures, RPS Ventures e GGV Capital, entre outros.

Para impulsionar a oferta de criptomoedas, a Tala pretende reduzir o custo das remessas aos seus clientes, revelou o CEO da start-up, Shivani Siroya, que fundou a empresa após analisar o impacto do microcrédito na África Subsaariana e Ocidental para a ONU (Organização das Nações Unidas).

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