O turismo é hoje uma das principais ferramentas de desenvolvimento territorial em Portugal. É uma atividade que dinamiza a economia, estimula o investimento privado e cria condições para fixar talento e população em territórios que, durante décadas, perderam massa crítica. Quando bem estruturado, transforma-se num instrumento efetivo de coesão e competitividade regional.
O ano de 2025 ficará marcado como um ano de afirmação para o turismo em Portugal. Num contexto económico exigente, o setor voltou a bater recordes de receitas, contribuindo de forma decisiva para o desempenho da economia nacional, reconhecido internacionalmente por publicações como The Economist.
Um estudo da European Travel Commission (ETC), divulgado há poucos dias, indicou que, apesar da crise internacional que atravessamos, 70% dos europeus pretendem realizar pelo menos uma viagem nos próximos seis meses. É um número superior em 4% aos resultados do ano passado, o que, segundo a ETC, revela um apetite crescente por viagens.
O Centro de Portugal levou um soco no estômago este verão. A Serra da Estrela, um paraíso natural e um destino turístico de exceção, foi atingida no seu coração por um violentíssimo incêndio.
A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, a que presido, apresentou recentemente, em Lisboa, o Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030. Este é um documento de importância fundamental, que aponta os caminhos que devem ser seguidos pela região na próxima década.








