Identificar microexpressões humanas impercetíveis para uma pessoa comum e, desta forma, identificar emoções como raiva ou medo é um trabalho que a britânica Facesoft está a desenvolver recorrendo à inteligência artificial.

A Facesoft afirma ter criado uma base de dados com 300 milhões de imagens de rostos recorrendo à inteligência artificial (IA). A informação, noticiada pelo The Times, refere que a start-up britânica criou um sistema de IA com base no cérebro humano que permite identificar diferentes emoções do ser humano, como raiva, felicidade, surpresa ou medo – através de microexpressões impercetíveis para uma pessoa comum.

A Facesoft foi cofundada por Allan Ponniah, cirurgião plástico em Londres e especialista em detetar microexpressões nos rostos de quem se cruza consigo nas consultas.

De acordo com a imprensa internacional, a start-up já está a fazer contactos com potenciais utilizadores da tecnologia, concretamente com a polícia de Mumbai, na Índia, para a uma eventual aplicação no sistema de monitorização de multidões, e também com as forças policiais britânicas.

Apesar da inovação que tem caracterizado a utilização de inteligência artificial, esta tem sido uma área envolta em polémica. Ainda em abril deste ano, um grupo internacional de pesquisa publicou um relatório em que referia que os algoritmos atuais que visam ajudar a polícia e os juízes a tomar decisões são potencialmente parciais. A verdade é que as grandes empresas mundiais estão a investir neste tipo de tecnologia de reconhecimento facial, como é o caso por exemplo da IBM ou da Alibaba, apenas para citar dois casos.

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