Nova SBE lança programa gratuito de literacia financeira para colaboradores de PME
O programa “Finanças para Todos Empresas” destina-se a colaboradores de PME em 120 municípios portugueses. A iniciativa, apoiada pela União Europeia, visa reforçar a literacia financeira dos trabalhadores.
Portugal continua a enfrentar desafios relevantes na área da literacia financeira. De acordo com dados da Comissão Europeia, apenas cerca de 42% dos adultos portugueses possuem conhecimentos financeiros básicos (muito abaixo da média europeia) que se refletem em decisões menos informadas em áreas como poupança, crédito ou investimento e impactam diretamente o bem-estar económico das famílias e a sua estabilidade financeira ao longo da vida.
Tendo em conta este cenário, a Nova SBE tem inscrições abertas para o programa gratuito de literacia financeira “Finanças para Todos Empresas”. Dirigido a colaboradores de Pequenas e Médias Empresas (PME) de todo o país, a iniciativa pretende reforçar as competências financeiras dos trabalhadores portugueses e contribuir para decisões económicas mais informadas no dia a dia.
“O Finanças para Todos Empresas nasceu da vontade da Nova SBE de apoiar as PME portuguesas e de capacitar os seus colaboradores com competências essenciais em gestão financeira. Com o apoio da União Europeia através de uma bolsa de investigação do European Research Council, o programa não só oferece formação prática, como também integra um projeto de investigação que nos ajuda a perceber como esta aprendizagem impacta o dia a dia dos trabalhadores e das empresas. Ao reforçar o bem-estar, reduzir o stress financeiro e aumentar a produtividade, mostramos que investir na literacia financeira é, acima de tudo, investir no sucesso de todos’ afirma Miguel Ferreira, coordenador científico do Finanças para Todos e professor da Nova SBE.
Com implementação faseada ao longo dos próximos quatro anos, o programa abrangerá 120 municípios de Portugal Continental. Selecionados de forma a garantir diversidade territorial e a incluir territórios com menor acesso a oportunidades de formação, a formação vai privilegiar os concelhos que tenham uma presença relevante de pequenas e médias empresa e menos de 100 mil habitantes.
A primeira fase de implementação, com inscrições abertas até ao dia 30 de abril, envolverá 54 municípios (que receberão as formações entre 2026 e 2028). A segunda fase, a implementar entre 2027 e 2029, integrará cerca de 64 municípios.
A formação – a realizar em horário laboral e no município onde se localiza a sede da empresa – é composta por três sessões presenciais de três horas e meia e aborda temas centrais da gestão financeira no quotidiano das famílias, incluindo planeamento do orçamento familiar, utilização de serviços financeiros, segurança digital, crédito, risco de sobre-endividamento, investimentos e preparação da reforma, entre outros.
O programa é gratuito, aberto a todos os colaboradores das empresas participantes (incluindo sócios-gerentes, gerentes e diretores) e cumpre os requisitos legais de formação previstos no Artigo 131.º do Código do Trabalho, podendo ser contabilizado para as horas anuais obrigatórias de formação profissional.
Antes do arranque das formações em maior escala e de forma a testar e a ajustar o modelo de implementação (concebido para minimizar o impacto nas operações das empresas ao garantir que os trabalhadores da mesma organização não realizam a formação em simultâneo) está atualmente em curso um projeto piloto no município de Alcochete, desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal de Alcochete.
Municípios com inscrições abertas
As inscrições estão atualmente abertas para as empresas sediadas nos municípios de Aguiar da Beira, Alandroal, Albufeira, Almeida, Almeirim, Arraiolos, Arruda dos Vinhos, Aveiro, Baião, Belmonte, Bombarral, Borba, Cadaval, Caldas da Rainha, Caminha, Castro Marim, Chamusca, Constância, Covilhã, Estremoz, Évora, Figueira de Castelo Rodrigo, Grândola, Idanha-a-Nova, Lagos, Lourinhã, Macedo de Cavaleiros, Marco de Canaveses, Mogadouro, Monção, Montijo, Nazaré, Olhão, Oliveira de Azeméis, Palmela, Paredes, Paredes de Coura, Peniche, Pinhel, Ponte da Barca, Sabugal, São Brás de Alportel, Silves, Sines, Sobral de Monte Agraço, Tomar, Torre de Moncorvo, Trofa, Vendas Novas, Vila Flor, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Real de Santo António e Vinhais.
O programa é financiado por uma bolsa de investigação do European Research Council (ERC), no âmbito de um projeto científico que procura compreender o impacto da educação financeira no comportamento económico das pessoas, no bem-estar das famílias e no desempenho das organizações.








