Neuraspace e Connect Robotics selecionadas para integrar a rede NATO DIANA
As duas start-ups incubadas no Instituto Pedro Nunes (IPN) vão integrar a rede NATO DIANA para resolver desafios críticos de segurança no espaço e logística.
A Neuraspace e a Connect Robotics são a únicas start-ups nacionais escolhidas para integrar a aceleradora DIANA (Defence Innovation Accelerator for the North Atlantic), fazendo parte de um restrito grupo de empresas escolhidas entre milhares de candidaturas dos 32 países aliados.
As duas start-ups portuguesas irão agora adaptar as suas tecnologias de uso civil para responder a desafios de defesa emergentes, concretamente a segurança de ativos no espaço e a logística autónoma em cenários complexos.
“A seleção da Neuraspace e da Connect Robotics confirma a capacidade do IPN de apoiar empresas de tecnologias deep tech que competem ao mais alto nível mundial. Ter Coimbra a fornecer soluções para a segurança do espaço e para a logística do futuro demonstra que a nossa ciência tem aplicação prática, estratégica e soberana”, afirmou João Gabriel Silva, presidente da Direção do IPN.
Ao entrarem nesta aceleradora, a Neuraspace e a Connect Robotics recebem 100 mil euros para desenvolvimento inicial, acesso a uma rede de mais de 180 centros de teste da NATO para validar a tecnologia em ambientes operacionais reais, e a possibilidade de concorrer a um financiamento adicional de até 300 mil euros na Fase II.
Refira-se que a Neuraspace utiliza Inteligência Artificial para combater o lixo espacial. A sua plataforma de gestão de tráfego espacial (STM) prevê e evita colisões entre satélites e detritos espaciais. Ao participar neste programa de aceleração, a Neuraspace pretende atuar na área de segurança e resiliência dos satélites que suportam comunicações, GPS e vigilância, protegendo infraestruturas críticas contra colisões acidentais ou hostis. Carlos Cerqueira, diretor de Negócio da Neuraspace, explicou que “o apoio da DIANA valida a nossa missão: garantir que o acesso ao espaço permanece seguro e sustentável. Esta aceleração vai permitir-nos adaptar as nossas soluções para as exigências específicas de defesa e segurança da Europa e Aliança”.
Por sua vez, a Connect Robotics especializou-se em sistemas de entrega por drones autónomos capazes de realizar entregas de precisão em áreas remotas ou de difícil acesso, reduzindo a necessidade de intervenção humana.
No programa da NATO, vão acelerar o transporte rápido e seguro de bens essenciais (medicamentos, peças críticas, sangue) em cenários de catástrofe ou em zonas de conflito, sem colocar vidas humanas em risco nas linhas de abastecimento.
“A nossa tecnologia de drones já provou o seu valor em entregas médicas e comerciais. Com a NATO, vamos elevar a robustez dos nossos sistemas para operar nos ambientes mais exigentes do planeta, onde a logística autónoma não é apenas uma conveniência, mas uma necessidade vital”, afirmou Eduardo Mendes, CEO da Connect Robotics.








