Como é que em cinco anos se passa de uma start-up desconhecida no setor financeiro para uma empresa reconhecida, com clientes de referência em Portugal, Espanha e Noruega? A LOQR mostrou que é possível fornecer serviços financeiros seguros de forma remota e conquistar empresas de capital de risco como a Semapa Next. Conheça a história.

A LOQR angariou, no mês passado, um investimento no valor de 8 milhões de euros numa ronda série A, que contou com a participação da Semapa Next, o braço da Semapa dedicado ao investimento e acompanhamento de start-ups.

O investimento permitirá à empresa de Felgueiras, que se dedica ao desenvolvimento de soluções digitais para instituições financeiras, apostar na transformação digital do setor financeiro, investir na evolução da plataforma e ainda reforçar a expansão internacional.

Em cinco anos, a start-up conquistou clientes como o Activo Bank, Montepio, Santander, BiG, Caixa Geral de Depósitos, Montepio Crédito, Novo Banco ou o Banco Português de Gestão. Nos próximos planos da empresa está a expansão na região EMEA, que compreende os mercados da Europa, Médio Oriente e África.

Esta semana juntámos no Spe Futuri, Investidores Hugo Augusto, executive board member da Semapa, e Ricardo Costa, CEO da LOQR, e ficámos a conhecer a história por trás da corportae venture e da start-up .

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Hugo Augusto, executive board member da Semapa Next

“A ideia surgiu há três anos, um bocadinho antes de 2018, e surge da experiência dentro do grupo Semapa, onde já se tinha vindo a olhar para investimentos nesta área. De facto, a Semapa tem na sua génese espírito empreendedor e alguns dos negócios em que investimos estavam no seu estágio mais inicial e depois acompanhámos todo o seu crescimento”.

“Neste momento estamos focados nas equipas excecionais como a da LOQR, que necessitem de rondas de investimento na série A e em grow equity. A nossa intenção é começar a apoiar hoje os líderes de amanhã aqui a partir de Portugal, mas para a Europa”.

“Distingo duas formas no papel que podem ter as participações das corporate venture capital. Uma que já existe há mais tempo: trabalhar com as start-ups. Mais importante ou tão importante como financiar é fazer os testes das tecnologias quando as empresas estão a começar, comprar, pagar por um preço justo os produtos ou serviços das start-ups. (…) Depois é a participação nos fundos de investimento que tem a ver um pouco com a perceção do risco e à medida que vão existindo mais corporate venture capital a investir e casos de sucesso a perceção de risco começa a ser menor. Eu julgo que já temos muitos exemplos felizmente de start-ups que estão a ter exits que lhe permitem ter algum dinheiro de volta.”.

“As rondas de pre-seed em cidades como Londres, Berlim ou Paris são bastantes altas, comparando com as que existem em Portugal e é importante para os nossos empreendedores terem os meus meios para competir”.

Ricardo Costa, cofundador e CEO da LOQR

“A LOQR surgiu em 2015. A nossa ideia na altura estava muito relacionada com o que é que podíamos fazer para ajudar a banca tradicional a competir com aquilo que hoje são conhecidos como os challenger banks e que, em 2015, começaram a surgir um bocadinho por todo o lado”.

“Temos um background grande na área da banca, na área da gestão de entidades físicas como o cartão de cidadão, passaporte eletrónico, border gateways para os aeroportos e também na área da cibersegurança e, em 2015, surgiu a ideia de criar soluções que permitissem que a banca tradicional consiguisse migrar as suas ofertas do mundo físico para o mundo digital e é aqui que surge a LOQR”.

“Temos num única sítio, plataforma todas as ferramentas necessárias que um banco ou instituição financeira precisam para criar jornadas digitais de ofertas que tipicamente só existem ao balcão. São ofertas como abertura de conta, manutenção de dados de conta ou ofertas como recuperação de acesso”.

“Cada vez mais vão aparecer empresas como a LOQR que se vão especializar em áreas muito focadas, muito críticas, mas muito especializadas e que vão permitir adicionar valor ao departamento de IT de um banco, onde acabam por ser muito mais generalistas dentro daquilo que é o IT de um banco como um todo. Não vão ter a capacidade nem o tempo para no dia a dia se dedicarem a estas componentes tão especificas e particulares como aquilo que a LOQR faz”.

Reveja as conversas anteriores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.
Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, e Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.
Basílio Simões, business angel e fundador da Vega Ventures, e Gustavo Silva, cofundador e CMO da Homeit.
Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, e Nuno Melo, cofundador e sócio da Boost IT.
José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way, e Tocha Serra, Partner & Startup Spotter da Corpfolio.
Stephan Morais, fundador e diretor-geral da Indico Capital Partners, e André Jordão, CEO da Barkyn.
Ricardo Perdigão Henriques, CEO da Hovione Capital, e Nuno Prego Ramos, CEO da CellmAbs.
Pedro Ribeiro Santos, sócio da Armilar Venture Partners, e Jaime Jorge, CEO da Codacy.
Miguel Ribeiro Ferreira, investidor e chairman da Fonte Viva, e João Cortinhas, fundador e CEO da Swonkie.
Cíntia Mano, investidora que está ligada à REDangels e à COREangels Atlantic, e Marcelo Bastos, fundador da start-up Sizebay.
Diamantino Costa, cofundador da Ganexa Capital, e Nuno Almeida, CEO da Nourish Care.
David Malta, Venture Partner do fundo de investimento Vesalius Biocapital, e Daniela Seixas,  CEO da TonicApp.
Sérgio Rodrigues, presidente da Invicta Angels, e Ivo Marinho, cofundador e CEO da StoresAce.
Alexandre Barbosa, Managing Partner da Faber, e Carlos Silva, cofundador da Seedrs.
Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, e Nuno Brito Jorge, cofundador e CEO da GoParity.
Paulo Santos, managing partner da WiseNext, e Hugo Venâncio, CEO da Reatia.
João Matos, administrador executivo do dstgroup e presidente e CEO da  2bpartner, e Bruno Azevedo, CEO da AddVolt.
Luís Quaresma, partner da Iberis Capital, e Vasco Portugal, cofundador e CEO da Sensei.
Isabel Neves, business angel, e Rita Ribeiro da Silva, cofundadora da Skoach.
Pedro Tinoco Fraga, fundador da F3M e acionista da Braintrust, da BrainInvest e da BrainCapital, e César Martins, fundador e CEO da ChemiTek.
Roberto Branco, CEO da Beta Capital, e Luís Moreira, cofundador da Bullet Solutions.
Carlos Brazão, business angel,e Ricardo Mendes, cofundador da Vawlt Technologies.
Inês Lopo de Carvalho, partner da Crest Capital Partners , António Brum, diretor-geral do grupo Penta.
Luís Santos Carvalho, cofundador, partner e CFO da Vallis Capital Partners, e Óscar Salamanca, CEO da Smile-up.
Pedro Cruz, business angel e CEO da Gallo Worldwide, e Rogério Nogueira, CEO da Winegrid.
António Amorim, presidente da Amorim Cork Ventures, e Pedro Abrandes, fundador de As Portuguesas no Spe Futuri.
Martim Avillez Figueiredo, sócio da CoRe Capital, e Fernando Lourenço, CEO da Jayme da Costa.
Hugo Gonçalves Pereira, Managing Partner da Shilling, e Diogo Barata Simões, CEO e cofundador da Elecctro.
António Cacorino, cofundador e CEO da Apex Capital, e Pedro Vasconcelos, CEO da Batch.
Filipe de Botton, empresário, e Nuno Sousa Pereira, fundador da Sixty Degrees.
Jorge Líbano Monteiro, administrador do Fundo Bem Comum, e Miguel Neiva, fundador da ColorADD.

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