Nasceram depois de 1996 e sentem-se seduzidos pelo “boom” das start-ups. Falamos dos jovens da Geração Z que maioritariamente querem ser empresários, mas que não vêem como exemplos a seguir os empreendedores com fama mundial. Sentem-se antes inspirados por aqueles que lhes são mais próximos como a família e os amigos.

Uma pesquisa levada a cabo pela Entrepreneurs Network e pela empresa de capital de risco Octopus Group, e realizada no Reino Unido, mostra que 51% dos jovens entre os 14 e os 25 anos quer ter o seu próprio negócio. A percentagem é ainda mais elevada (60%) se for considerada apenas a faixa etária entre os 22 e os 25 anos.

Os jovens que participaram na pesquisa justificam o seu ímpeto empreendedor com frases como “querer ser o próprio patrão”, “ter liberdade” ou “querer ganhar dinheiro”. Mais abaixo na lista de prioridades, estão diferenciadores como ser apaixonado por um determinada setor ou querer fazer a diferença com a sua empresa.

Quem são os empreendedores que inspiram estes jovens?
É comum considerar-se que a Geração Z é persuadida por influenciadores digitais, porém aparentemente as celebridades e mesmo os próprios empresários têm muito pouco a ver com o seu crescente interesse pelo mundo dos negócios. A maioria dos inquiridos, 57%, tem dificuldade em indicar um único empresário famoso. Os que conseguem identificar algum exemplo recordam nomes da velha guarda do empreendedorismo, cujos feitos são anteriores até ao nascimento da Geração Z.

A maioria destacou o empresário Alan Sugar (conhecido por participar na versão britânica do programa “The Apprentice”), Richard Branson, Bill Gates, Elon Musk e Steve Jobs. De salientar a quase ausência de mulheres empreendedoras como modelos aspiracionais.

No entanto, quando referidos exemplos de empreendedorismo feminino, Kylie Jenner – com a sua empresa de cosméticos avaliada em 800 mil milhões de dólares (721 mil milhões de euros) – e a influenciadora digital Grace Beverley, que pertencem à mesma geração, são os destaques.

Com estes resultados, o autor do relatório, Sam Dumitriu, destaca a necessidade de promover “modelos de atuação empresarial mais relacionáveis”. Frequentemente, pais e amigos costumam ser os modelos que inspiram os jovens a serem empreendedores. Sete em cada dez entrevistados revelou que tinha um membro da família ou amigo próximo que é proprietário de uma empresa e confessa que isso os inspirou a começar o seu próprio negócio.

 

 

 

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