Fã incondicional de Portugal, para onde viaja com regularidade, Raphäel Auwerkerken, millennial e investidor, está sempre atento a novos projetos, não tem medo de falhar e lembra que é muito importante as start-ups saberem que encontrar um investidor e comprometerem-se é como um casamento. Em entrevista ao Link To Leaders afirmou ainda não ter dúvidas de que no futuro iremos ouvir falar muito de start-ups portuguesas.

Belga de nacionalidade, mas residente no Luxemburgo, Raphäel Auwerkerken iniciou o seu primeiro negócio em TI e telecomunicações aos 21 anos. É um líder em inovação corporativa de Stanford e já fundou e cofundou sete empresas na Europa e na Ásia. Apaixonado pela capacidade das pessoas, marketplaces e plataformas que sirvam todo o ecossistema, este jovem empreendedor, de 29 anos, é atualmente o responsável do Webgroup, uma empresa sediada no Luxemburgo que investe em start-ups nas fases pre-seed e seed e que oferece consultadoria disruptiva a fundadores e CEO de start-ups, scale-ups e empresas.

Raphäel Auwerkerken deslocou-se recentemente a Lisboa para participar na Web Summit, evento que visita desde a primeira edição, e numa entrevista ao Link To Leaders falou da sua visão do universo empreendedor europeu. Considera importante as start-ups terem consciência de que encontrar um investidor e comprometerem-se é um pouco como um casamento. É algo muito importante, lembra.

Enquanto empreendedor assegura que o fracasso é a semente da inovação. Aliás, refere que “é importante ter espaço para falhar porque isso é valioso. É preciso aprender a falhar e não há problema nenhum que isso aconteça”, salienta. “Não temos de estigmatizar as pessoas que falham nos seus projetos porque é um processo de aprendizagem”.

Aos jovens fundadores, Raphäel Auwerkerken sugere que não se foquem em ser um unicórnio, um titã ou uma espécie de pégasus…. “Concentrem-se apenas no problema que estão a resolver. Façam a diferença na sociedade”, incentiva. Para este jovem empreendedor basta seguir em frente e viver os sonhos, mas aconselha quem entra no mundo das start-ups que não se foquem em ser o próximo Zuckerberg.

Quanto ao mercado português, o empreendedor do Luxemburgo afirma que o país tem visão, que tem uma grande história de empreendedorismo ao descobrir novos continentes, novos países. Por isso, acredita que ainda se ouvirá falar muito de start-ups portuguesas no futuro.

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