Emergn aponta tendências que vão afetar as empresas na aplicação de IA

O “2025 Survey Report: The Global Intelligent Delusion”, da consultora Emergen, explora insights de empresas globais sobre onde a IA está a entregar valor real e como as formas de trabalhar orientadas pelo produto estão a moldar as prioridades da liderança.

Com base nas respostas de mais de 750 líderes de empresas globais, o 2025 Survey Report: The Global Intelligent Delusion, mostra como a inteligência artificial está a dar resultados, como a liderança de produto está a crescer e onde o progresso abranda à medida que as empresas avançam para formas de trabalho orientadas pelo produto.

O relatório da Emergn sublinha que sem um modelo operacional de produto que una tecnologia, talento e estratégia, a IA continua a ser um conjunto de ferramentas, e não uma fonte de vantagem sustentada. Nesse sentido, expõe alguns dos principais bloqueios que as empresas podem enfrentar este ano no que respeita à adoção de inteligência artificial, na medida em que, e apesar de já fazer parte da estratégia empresarial, as falhas na sua execução e na criação de valor ainda continuam a marcar a atualidade.

De acordo com o estudo da Emergn, consultora internacional focada em transformação organizacional, a IA passa de experimentação a motor estratégico de crescimento, com 77% dos inquiridos a citarem novas soluções de IA como um motor de valor empresarial nos próximos 12 meses.

Isto aproxima-se da paridade com a eficiência operacional (81%) e está à frente de fatores tradicionais como o desenvolvimento de novos produtos (72%) e a expansão do mercado (64%). Já as novas contratações (45%) e as fusões e aquisições (20%) são vistas como motores de receita menos importantes no próximo ano.

Alex Adamopoulos, presidente e CEO da Emergn, afirma que “a IA já não é sobre experiências – é sobre resultados. Os líderes esperam sistemas, capacidades e equipas que possam gerar um impacto mensurável em grande escala. Os vencedores serão aqueles que transformarem a IA em crescimento, com a margem de contribuição da IA como novo quadro de resultados”.

Neste processo de integração, a pesquisa da Emergn identifica algumas das tendências que irão influenciar a forma como as empresas utilizam a IA. Uma delas está relacionada com a dificuldade de escalar a IA. 57% dos inquiridos referem que as expetativas face à inteligência artificial estão a evoluir mais depressa do que a capacidade efetiva de execução. Isso leva a que as organizações abandonem a fase de experimentação e se foquem mais nas prioridades e na criação de valor sustentável. A complexidade das organizações também surge como travão para ganhar escala, na medida em que aquelas que possuem estruturas mais tradicionais podem ter mais dificuldade em acompanhar a transformação.

Destaque também para a importância do product management na criação de valor com IA, porque as empresas que conseguirem coloca-lo no centro da decisão e conseguem ligar tecnologia, negócio e as necessidades do cliente. Segundo a pesquisa, 88% das organizações reforçaram o investimento nesta área.

Por sua vez, a liderança intermédia também pode transformar-se num fator critico já que 68% dos inquiridos no estudo defende que os gestores precisam de reforçar as suas competências para lidar com mudanças contínua e decisões aceleradas.

A formação é uma tendência com um impacto direto na competitividade das empresas.  O 2025 Survey Report: The Global Intelligent Delusion indica que 89% dos profissionais mostram-se mais leais a empresas que investem em upskilling, enquanto 64% evitariam candidatar-se a organizações sem programas de aprendizagem.

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