Coverflex aposta na transparência salarial com ferramenta de análise para empresas
Alicerçada em inteligência artificial (IA), a ferramenta lançada pela Coverflex permite analisar toda a estrutura salarial em menos de 5 minutos. E não precisa de ser cliente da empresa.
Para dar resposta às necessidades das empresas portuguesas obrigadas a cumprir a Diretiva Europeia de Transparência Salarial (Diretiva UE 2023/970), que obriga ao relatório do gap salarial de género, a Coverflex acaba de lançar no mercado português o seu módulo de transparência salarial. Trata-se de uma ferramenta que permite a qualquer empresa, sua cliente ou não, analisar o seu gap salarial de género, perceber onde está exposta, e obter uma primeira análise de conformidade.
A nova plataforma da Coverflex foi desenvolvida com base nas linhas-mestras da Diretiva Europeia e na Lei N.º 60/2018, que vigora atualmente, fornecendo às empresas portuguesas uma análise completa da sua situação em matéria de transparência salarial e uma fundação sólida para quando a lei nacional for aprovada.
A nova ferramenta transforma dados de RH e processamento salarial numa análise qualificada. A configuração é guiada por IA e, segundo testes internos, requer menos de 5 minutos desde o carregamento dos dados à primeira análise qualificada. Sinaliza automaticamente quais os grupos em conformidade e quais requerem ação, com visibilidade sobre o cálculo e os fatores que explicam cada diferença. O diagnóstico inicial de transparência salarial é gratuito para qualquer empresa.
Rui Carvalho, cofundador e Chief Operating Officer da Coverflex, explicou que “o que estamos a construir com este módulo é uma forma de as empresas organizarem a sua estrutura salarial de forma contínua, tornando a conformidade com a Diretiva um resultado natural dessa organização, em vez de um exercício pontual feito à pressa uma vez por ano”.
Recorde-se que a Diretiva Europeia de Transparência Salarial, cujo prazo de transposição terminou a 7 de junho de 2026, obriga as empresas a medir e reportar diferenças salariais, a divulgar faixas salariais, e a garantir que os trabalhadores podem saber quanto ganham colegas em funções equivalentes. Portugal não cumpriu esse prazo: o quadro legislativo nacional ainda não está definido.







