A opção de crowdfunding do mês recaiu sobre uma campanha improvável e polémica: uma ação de angariação de fundos encetada por uma estrela do râguebi australiano para pagar um processo judicial.

Quando um jogador australiano de râguebi, considerado uma estrela neste desporto, se vê envolvido num processo judicial devido a comentários homofóbicos e não quer abrir os cordões à bolsa, qual a solução? Uma campanha de crowdfunding.

Foi o que fez Israel Folau, um dos mais bem pagos jogadores internacionais da modalidade que viu o seu nome na ribalta sem ser pelos habituais motivos desportivos: depois de ter proferido vários comentários homofóbicos nas redes sociais, acabou por ser despedido do clube onde jogava, o Rugby Australia, e com o qual tinha um contrato de quatro anos.

Entre as várias polémicas em que esteve envolvido devido à sua postura fundamentalista e homofóbica, foi o post que colocou no Instagram onde afirmava que “as pessoas gay vão para o inferno”, que o fez cair em desgraça e lhe valeu o processo judicial que acabou por o levar a recorrer ao crowdfunding.

Ou seja, para pagar a guerra judicial com o clube que o despediu – contra o qual alegou que o fim do contrato materializava uma atitude de discriminação religiosa (ele era cristão evangélico e ex-mórmon) – o milionário jogador  srael Folau lançou uma campanha de crowdfunding para angariar fundos através da plataforma GoFundMe.

Tudo parecia correr, e o jogador já tinha atingido 500 mil dólares (perto de 40 mil euros), até que as polémicas em torno da campanha e as críticas públicas a todo o processo, culminaram com a plataforma onde estava a decorrer a campanha a fechar a página. A razão avançada publicamente para essa decisão foi de que campanha violava as regras do GoFundMe (que são anti-discriminação ou exclusão), uma vez que promovia a exclusão de pessoas LGBTI.

O dinheiro angariado foi devolvido e o jogador australiano teve e recorrer à sua fortuna pessoal para processar Rugby Australia.

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