As empresas portuguesas têm um problema estrutural de subcapitalização. Como se pode observar no gráfico abaixo, mesmo depois do processo de intervenção da troika, o nível de endividamento das empresas não financeiras ainda se encontrava, em 2019, acima de 100% do PIB.
A crise pandémica conduziu a que o Estado viesse a desempenhar um papel relevante na resposta às emergências sanitárias e económicas que a crise espoletou.
Para além da barbárie, do rasto de destruição e do retrocesso civilizacional que a Europa sofreu, o pós-guerra mundial de 39-45 gerou uma onda de intervencionismo estatal, nuns casos conducente ao comunismo - Europa de Leste e Rússia - noutros à adopção de políticas socialistas que provocaram enormes retrocesso no desenvolvimento económico dos países europeus. A liberalização dos anos 80 inverteu significativamente essa situação.
Em julho de 1961, o homem pôs, pela primeira vez, os pés na Lua. Um feito notável, revelador da capacidade de a humanidade se exceder nos seus limites, um epigrama anti-pessimista sobre o nosso futuro e a capacidade de nos reinventarmos permanentemente.
Nas últimas décadas a Europa lançou duas soluções de transporte aéreo, consideradas tecnologia de ponta: o Concorde - o único avião supersónico de passageiros de mundo que efetivamente voou numa base regular - e o Airbus380 - o maior avião de transporte de passageiros do mundo de todos os tempos.
Mercê das crises financeiras da última década e dos imensos casos de corrupção que corroeram muitos países e sociedades o apelo ao socialismo e a negação das vantagens da sociedade capitalista têm registado uma crescente ressonância nos media e em muitos setores da sociedade.
Março de 2000: as valorizações completamente irrealistas das chamadas dot.com, alimentadas pela combinação virtuosa de muita liquidez e o “hype” da “nova economia” têm o seu confronto com a realidade.Entre essa data e finais de 2002 um grande número de cotadas faliu e os mercados sofreram um ajuste brutal “back to reality”.
Vivemos no nosso país um período rico de iniciativas empresariais em que a dimensão sustentada por jovens empreendedores é muito significativa.
A crise financeira de 2008, com todo o seu impacto económico e social, gerou efeitos políticos que ainda hoje, passados 10 anos, continuamos a sentir.
É bem sabido das debilidades estruturais do tecido empresarial português. O protecionismo do Estado Novo a que sucedeu o processo de nacionalização das maiores empresas nacionais gerou um colossal efeito de destruição de capital, de que ainda hoje não recuperámos completamente.
A evolução tecnológica registada nas últimas décadas e que tem tornado o mundo cada vez mais digital tem induzido um processo de inovação crescentemente não linear em todas as áreas da inovação.
O National Intelligence Council dos EUA publicou em janeiro deste ano um estudo denominado “Global trends: paradox of progress”, onde analisa as principais tendências a nível económico e social com que o mundo deverá confrontar-se nos próximos 20 anos.
