Aviludo inaugura centro logístico de 27 milhões de euros na Maia

Foto: Aviludo

Nova plataforma de 11 mil metros quadrados reforça a presença da distribuidora alimentar no Norte. Empresa estima uma redução de 15% a 20% nos custos da operação para os clientes servidos a partir da Maia.

A Aviludo inaugurou esta semana o novo centro logístico da empresa na Maia, num investimento de 27 milhões de euros que fortalece a aposta da distribuidora alimentar na proximidade ao mercado do Norte. Com 11 mil metros quadrados e capacidade para 9 mil paletes, a nova plataforma pretende aumentar a capacidade de resposta da empresa, reduzir tempos de trânsito e assegurar uma operação mais próxima dos milhares de clientes que serve diariamente.

A aposta na Maia marca uma mudança na operação da Aviludo, que durante vários anos assegurou a distribuição para o Norte a partir de Alcochete. Durante a inauguração, Carla Arruda, responsável de Marketing e Comunicação da empresa, destacou precisamente esta mudança, explicando que a Aviludo passou de uma lógica de serviço ao Norte “à distância” para uma presença física na região, com o objetivo de estar “mais perto de milhares de clientes que servimos todos os dias”. A responsável enquadrou a nova unidade como um passo para reforçar a presença da empresa, a capacidade de resposta e o compromisso com o território.

A nova localização “deverá permitir à Aviludo assegurar uma cobertura de cerca de 90% da região Norte”, abrangendo todas as capitais de distrito e as principais cidades, estando também prevista a expansão para zonas do interior do Minho e algumas localizações de Trás-os-Montes.

Para Kai Schneider, CEO da Aviludo, a proximidade proporcionada pela plataforma traduz-se numa maior capacidade de resposta e numa operação mais eficiente. O responsável estima “uma redução entre 15% e 20% dos custos para os clientes servidos a partir da Maia”, embora ressalve que se trata ainda de uma estimativa, numa fase inicial de funcionamento da unidade.

A dimensão do investimento é acompanhada por um reforço da capacidade operacional. A plataforma dispõe de 17 cais de carga, seis destinados a camiões e 11 a carrinhas, além de áreas com diferentes condições de temperatura, entre os menos 24 graus e a temperatura ambiente. “A infraestrutura foi pensada para responder às exigências específicas da distribuição alimentar e assegurar a manutenção da cadeia de frio. Diariamente, saem do centro entre 1.000 e 1.500 paletes destinadas aos clientes da Aviludo”, numa operação que pretende ganhar escala à medida que a nova plataforma consolida a atividade.

O impacto esperado estende-se também ao emprego. A empresa prevê criar cerca de 100 postos de trabalho ligados às áreas de armazém e distribuição, número que deverá chegar aos 140 durante o próximo ano. Para Kai Schneider, o investimento representa igualmente “um investimento nas pessoas”, através da criação de emprego e da valorização da Maia e do Norte de Portugal.

Também o presidente da Câmara Municipal da Maia, António da Silva, destacou a dimensão económica do projeto, considerando que a escolha do concelho demonstra “confiança na região, confiança na Maia, confiança nas pessoas, confiança no futuro”. Na perspetiva do autarca, a localização beneficia das acessibilidades, das infraestruturas existentes e de um ecossistema empresarial capaz de acolher novos investimentos, considerando que a nova plataforma constitui um contributo para a economia e para o desenvolvimento da Maia e da região Norte.

Na inauguração, o CEO resumiu o significado do novo centro numa perspetiva de continuidade, referindo “isto que assinalamos hoje não é uma meta, mas sim um ponto de partida”. A nova plataforma da Maia combina, assim, um aumento da capacidade logística, proximidade aos clientes, criação de emprego e investimento em eficiência e sustentabilidade, concluiu.

@Aviludo

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