Apenas 20% das organizações veem o futuro do trabalho como uma prioridade do CEO, diz BCG

O novo estudo da Boston Consulting Group (BCG) afirma que menos de 20% das organizações veem o futuro do trabalho como uma prioridade para o seu CEO.

Baseado num inquérito global a líderes seniores, dos quais um terço ocupa cargos executivos, de aproximadamente 350 empresas de diferentes indústrias, representando mais de 6 milhões de empregados, o estudo The Future of Work is More Than Where to Work, da Boston Consulting Group (BCG) pretende identificar a progressão na criação de um futuro do trabalho melhor.

O estudo conclui que quase todos os executivos inquiridos afirmam serem importantes dimensões do trabalho como a liderança, a aprendizagem ativa e contínua, bem como os novos e diversos modelos de talento. Todavia, menos de 20% dos inquiridos acredita que estes itens são encarados como uma prioridade na agenda do seu CEO.

Por sua vez, 93% dos inquiridos considera que a liderança é importante para um melhor futuro do trabalho, apesar de revelaram que as suas empresas não estão a dar o apoio adequado para assegurar que os líderes têm o que precisam para ter sucesso nesta matéria. Inclusive, apenas 20% vê uma melhoria na cultura organizacional e nos comportamentos dos líderes seniores e apenas 15% considera requalificar os gestores para gerir, inspirar e treinar equipas distribuídas, como prioridades para o CEO.

A maioria dos executivos acredita que estas frentes de trabalho são importantes, mas ainda assim, apenas uma em cada cinco empresas se considera líder da indústria no que respeita a estas dimensões críticas do futuro do trabalho, de acordo com o estudo da BCG.

No que respeita a modelos de trabalho, o estudo revelou que as organizações e indústrias com uma elevada percentagem de trabalhadores deskless, que têm que estar fisicamente na empresa para desempenhar a sua função, estão a ficar para trás face às que possuem mais funções de secretária e que, por isso, estão em melhores condições de adotar modelos de trabalho remoto.

As indústrias de telecomunicações, tecnologia e seguros, que têm aproximadamente um quarto ou menos dos seus colaboradores em funções necessariamente presenciais, apresentam melhores níveis de preparação para o futuro do trabalho. Por sua vez, os setores da energia, dos bens de consumo e de retalho – cuja maioria dos postos corresponde a trabalhadores deskless – são os que obtêm uma classificação mais baixa. Em 38% de todas as organizações inquiridas falta ainda implementar novas iniciativas, tais como horários flexíveis e benefícios diferenciados para este tipo de trabalhadores.

“Os resultados do inquérito tornam-no claro: quando estas iniciativas estão na agenda do CEO, as empresas têm cinco vezes mais probabilidades de se tornarem líderes do futuro do trabalho”, afirmou Debbie Lovich, coautora do relatório.

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