Solução para deteção precoce do cancro da pele vence iniciativa Hospital Innovation Challenge
A deteção precoce do cancro da pele, a gestão de estudos clínicos e a otimização do fluxo de urgências estiveram no centro das soluções distinguidas na segunda edição do Hospital Innovation Challenge. A iniciativa premiou três propostas que recorrem à inteligência artificial para responder a desafios identificados por hospitais portugueses.
A solução Dermamatica, plataforma de health-tech que utiliza inteligência artificial (IA) para melhorar e acelerar a deteção precoce do cancro da pele, é a vencedora da segunda edição do Hospital Innovation Challenge (HIC). A iniciativa, promovida pelo Health Cluster Portugal, em parceria com o Instituto Pedro Nunes (IPN), com o suporte dos projetos TEF-Health e DigiHealthPT tem como objetivo aproximar hospitais e empresas tecnológicas, procurando transformar necessidades concretas do setor da saúde em respostas inovadoras.
O desafio de encontrar ferramentas inovadoras, escaláveis e eticamente sólidas, baseadas em inteligência artificial, que possam auxiliar na deteção precoce do cancro de pele foi proposto pela ULS Coimbra. “O objetivo da Unidade Hospitalar era o de capacitar os doentes e os profissionais de saúde dos cuidados primários com sistemas de apoio à decisão que permitissem analisar imagens da pele ou sintomas e sugerir a probabilidade de malignidade, incentivando o seguimento clínico atempado”, lê-se no comunicado enviado às redações.
Utilizando IA explicável e multimodal, a Dermamatica analisa imagens da pele e fornece uma avaliação de risco imediata através de um índice de risco e de um mapa de destaque visual que evidencia as características que motivaram a avaliação da IA. Esta abordagem permite acelerar a tomada de decisão médica, dando resposta aos atrasos e incertezas na deteção precoce do cancro da pele causados pelo acesso limitado à Dermatologia e pela dificuldade de os médicos de família em avaliar lesões durante consultas de rotina. A ferramenta apresentada pretende agilizar o percurso do paciente, permitindo que casos de alto risco sejam mais rapidamente encaminhados à especialidade.
O segundo lugar foi atribuído à IOMED e à solução apresentada ao Instituto Português de Oncologia do Porto FG, EPE (IPO-Porto) que responde à necessidade apresentada por esta Unidade Hospitalar de usufruir de uma plataforma integrada de governance da investigação e gestão de estudos clínicos. A plataforma de dados da IOMED, com recurso à IA e ao NLP (Natural Language Processing), permite aos hospitais e às empresas de ciências da vida aceder a dados clínicos do mundo real de forma segura e em conformidade com as normas para fins de investigação.
A Reconquering Medicine, que conquistou o terceiro lugar, apresentou à ULS Santa Maria uma plataforma de gestão de camas e otimização do fluxo de emergência baseada em IA. O desafio proposto por esta ULS passava pela apresentação de uma ferramenta digital capaz de monitorizar e gerir a disponibilidade de camas, e que se integrasse nas necessidades em tempo real do SU, considerando diferentes indicadores-chave de desempenho (KPIs), como o número de doentes em estado crítico de acordo com o Sistema de Rastreio de Manchester, a idade dos doentes, etc.
Numa primeira fase, os hospitais foram convidados a submeter desafios clínicos ou administrativos. Das 18 PMEs e startups que submeteram propostas, seis foram selecionadas pelos hospitais, após uma fase de avaliação online para participar na sessão final do HIC. As seis propostas foram avaliadas por um júri externo composto por representantes da SPMS, Fundação Champalimaud, Investors Portugal, Charité, e do respectivo hospital.






