Jovens portugueses fundam agência que faz gestão de marcas na Amazon

João Silva e João Ferraz Carvalho / © Link To Leaders

A RankHero é uma agência especializada na gestão de marcas na Amazon, criada por dois jovens portugueses. Está a operar a partir de Banguecoque desde junho.

Dois jovens portugueses estão a construir um negócio digital com clientes internacionais a partir de um modelo assente numa operação totalmente digital e numa gestão eficiente de custos à escala global.  João Ferraz Carvalho e João Silva são os rostos por trás da RankHero agência focada na gestão de performance de marcas na Amazon.

A operação assenta fortemente em tecnologia, com integração de inteligência artificial (IA) nos diferentes processos. Esta abordagem permite à empresa aumentar o número de contas geridas e acelerar a entrada de novos clientes sem necessidade de expandir a estrutura ao mesmo ritmo de uma agência tradicional. Os sistemas são continuamente ajustados, com ganhos de eficiência acumulados ao longo do tempo.

Entre os serviços prestados estão a gestão de publicidade, otimização de páginas de produto, análise de concorrência, gestão de inventário e produção de conteúdo. A empresa trabalha com marcas internacionais com faturações de milhões de dólares anuais. Em menos de um ano de atividade, os clientes da agência registaram crescimentos de receita superiores a 35%, acompanhados por reduções nos custos publicitários, segundo os fundadores.

A empresa foi criada nos Estados Unidos por João Carvalho, 25 anos, após a passagem pela Nova School of Business and Economics. João Silva, 23 anos, que cresceu em Madrid antes de regressar a Portugal e frequentar a mesma instituição, juntou-se ao projeto como responsável pela aquisição de clientes e desenvolvimento de negócio.

No passado mês de junho transferiram a base de operações para Banguecoque, na Tailândia, uma decisão, explicam, que se insere na estratégia de otimização de custos e de acesso a um ecossistema internacional de empreendedores digitais. O modelo de negócio, baseado em clientes globais e faturação em dólares, permite dissociar a localização da equipa da geografia dos mercados onde opera.

“Quando cobras em dólares e podes viver onde quiseres, ficar numa cidade europeia só por ficar não faz sentido. Em Banguecoque temos uma comunidade enorme de empreendedores internacionais, impostos baixos e um custo de vida que nos permite reinvestir no crescimento da agência”, explica João Carvalho.

Para os fundadores, este modelo reflete uma mudança mais ampla na forma de construir empresas, menos dependente de estruturas físicas e mais centrada em competências e execução. João Silva sublinha que não é preciso um escritório numa grande cidade ou de uma estrutura enorme para trabalhar com grandes marcas. “Precisas de entender o problema melhor do que qualquer pessoa na sala, ter as ferramentas certas e a disciplina de entregar todos os dias”.

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