BPF apoiou empresas afetadas pela tempestade Kristin com 1.150 milhões de euros
Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento, revelou que o Banco já apoiou 6 mil empresas afetadas pela tempestade Kristin, num total de 1.150 milhões de euros.
O Banco Português de Fomento (BPF) já colocou 1.150 milhões de euros em 6.000 empresas afetadas pela tempestade Kristin, anunciou esta semana Gonçalo Regalado, CEO do BPF, no evento Factory Talks, uma iniciativa promovida em Porto de Mós que reuniu grupo de líderes para uma conversa estratégica sobre o futuro e o desenvolvimento do ecossistema empresarial da região de Leiria.
Gonçalo Regalado afirmou ainda que têm aprovados “mais 400 milhões de euros em mais 2.500 empresas e temos o compromisso de chegar ao final deste semestre com os 2.000 milhões iniciais nas 9.000 a 10.000 empresas que têm que ser apoiadas”.
Refira-se que o BPF lançou várias linhas de apoio à reconstrução lançadas pelo BPF para apoiar as empresas e entidades afetadas pela tempestade Kristin.
O CEO do BPF explicou ainda “o Banco tem, nesta altura, mais de 1.200 milhões de euros de subvenções. O Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, que inicialmente não estava determinado para estas dimensões e estava desenhado para a inteligência artificial, defesa, reindustrialização – tão forte neste distrito –, agricultura e agroindustrial, está agora também canalizado para estas regiões de calamidade. E dentro deste instrumento, recebemos 6.000 candidaturas, com 5.000 milhões de euros de investimento, das quais mais de 3.000 já estão aprovadas, com praticamente 2.500 milhões de investimento”.
Ainda no decurso do evento, Gonçalo Regalado afirmou que o objetivo é “garantir que metade dos apoios públicos que o BPF fará em 2026 é nestes 90 municípios”. E esclareceu que “é aqui que está uma maior necessidade de apoio. E, portanto, é aqui que nós temos que estar mais próximos. As linhas de tesouraria e investimento estão disponíveis e vão continuar disponíveis. As linhas de subvenções estão disponíveis e vão continuar disponíveis.”
Aos empresários presentes, Gonçalo Regalado lançou um desafio: “depois da reconstrução e depois da recuperação com resiliência, é o tempo da retoma com ambição, e essa retoma com ambição passa por investimento, para que sejamos muito mais fortes. Para que, quando tivermos uma nova fatalidade, espero eu apenas daqui a 50 ou 60 anos, estejamos muito mais fortes do que estivemos quando isto aconteceu no dia 28 de janeiro de 2026.”
Revelou ainda que o Banco Português de Fomento “vai ter instrumentos novos para a exportação, o investimento, o crescimento e, sobretudo, para criar emprego de qualidade, guardar o que é o mais importante desta terra, que é o empreendedorismo dos empresários e o talento dos cidadãos que estudem na universidade e aqui fiquem”.







