Opinião

O M&A moderno ainda pensa como em 2005. E está a pagar por isso.

Joaquim Costa, fundador e CEO da Battlefield Capital

O mercado de M&A nunca teve tanta atividade, tantos dados disponíveis e tantos intervenientes qualificados. Ainda assim, a frustração é transversal: processos longos, decisões adiadas e oportunidades que desaparecem antes mesmo de chegarem à mesa.

O problema não está na falta de deals. Está na dificuldade em transformar informação dispersa em decisão atempada.

Empresas privadas deixam sinais muito antes de qualquer mandato formal: padrões financeiros, mudanças operacionais, temas de sucessão, dependência excessiva de clientes, pressão competitiva ou risco setorial. Esses sinais existem, mas estão fragmentados, espalhados por múltiplas fontes e raramente analisados em conjunto.

O desafio central do M&A moderno é este: como ler esses sinais cedo, com contexto suficiente para agir, sem aumentar o risco.

Durante muito tempo, o processo funcionou porque o ritmo do mercado permitia ciclos longos de análise. Hoje, esse luxo desapareceu. Quando a decisão chega tarde, o deal já está competitivo, ou perdido.

É aqui que a inteligência artificial começa a desempenhar um papel estrutural, não como substituto do julgamento humano, mas como amplificador da capacidade de leitura e priorização. A AI aplicada a M&A não serve para gerar relatórios mais rápidos. Serve para integrar dados financeiros e contextuais, testar hipóteses de forma contínua e apoiar decisões quando ainda há margem de manobra.

Outro ponto crítico é a forma como as teses de investimento são tratadas. Muitas continuam estáticas, revistas pontualmente. Na prática, o mercado exige o oposto: teses vivas, ajustadas em função de novos sinais, novos dados e novas dinâmicas setoriais. Decidir bem passou a ser um processo contínuo, não um momento isolado.

A verdadeira vantagem competitiva em M&A deixou de ser acesso a informação.
Passou a ser capacidade de interpretação.

Ferramentas como a Closedata que permitem interagir com dados de forma conversacional, cruzar múltiplas dimensões, financeiras, operacionais, acionistas e de contexto, e apoiar a priorização de oportunidades estão a mudar a forma como o sourcing e a decisão são feitos. Soluções como a Closedata enquadram-se exatamente nesse novo paradigma: não vendem dados, ajudam a construir clareza.

O futuro do M&A não será definido por quem analisa mais, mas por quem entende mais cedo.
Não por quem espera por certezas absolutas, mas por quem decide com melhor contexto.
Num mercado cada vez mais competitivo, decidir tarde tornou-se o maior risco de todos.

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Joaquim Costa

Joaquim Costa

Joaquim Costa é líder de produto e empreendedor em série, atualmente fundador e CEO da Closedata. Também foi fundador e CEO da Battlefield Capital, com 3 exits, consultor de produto, mentor de startups e orador convidado em conferências de gestão de produto. A sua jornada no ecossistema de startups e produto começou em 2015, após uma distinta carreira militar de sete anos, marcada por missões internacionais e condecorações ao serviço da NATO e da Marinha Portuguesa, onde desempenhou funções em... Ler Mais..

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