“A equipa é determinante na obtenção e levantamento de capital, sendo um dos fatores que mais é tido em conta pelos investidores”. A opinião é de Isabel Neves, presidente do Business Angels Club de Lisboa, que esta semana respondeu às 5 questões lançadas pelo Link To Leaders.

Empreendedora, advogada, business angel, presidente do Business Angels Club de Lisboa, vogal da Investors Portugal, estas são algumas vertentes do perfil de Isabel Neves, profissional que há vários anos contribui para a dinamização do empreendedorismo nacional. Quisemos saber a sua opinião sobre alguns aspetos relacionados com a atividade empreendedora, como inovação ou competências.

O que é para si inovação?
Inovação é a oferta de novos produtos ou serviços que tenham ampla aceitação pelo mercado ou que pela sua novidade e diferenciação consigam por si próprios imporem-se no mercado.

Qual a área de negócio com mais potencial em termos de investimento no futuro?
Tendencialmente todas aquelas que impliquem mudanças e avanços tecnológicos que contribuam para a qualidade de vida das pessoas.

Qual a competência fundamental para exercer a liderança nos dias de hoje?
Capacidade de comunicação e empatia: saber comunicar é saber transmitir aos outros, de forma objetiva e clara, aquilo que se pretende fazer, seja à equipa seja aos restantes stakeholders, a todos a quem pretendemos impactar com os nossos projetos.

Considero a empatia uma característica fundamental num mindset empreendedor ou numa liderança, que tenha de saber lidar com todo o tipo de personalidade.

Saber colocar-se no lugar ou na pele do outro é um ato de inteligência emocional que permite chegar às pessoas e obter delas, mais facilmente, todo o tipo de recursos, bem como manter uma equipa unida e alinhada para alcançar o sucesso de um projeto.

Que argumentos não devem faltar numa start-up para atrair investimento?
Equipa, equipa e mais equipa e um bom modelo de negócio. A equipa é determinante na obtenção e levantamento de capital, sendo um dos fatores que mais é tido em conta pelos investidores. Não é raro ouvir de um “business angel” ou de um “venture capitalist” que a sua decisão final de investimento numa STARTUP, depende da avaliação que faz da equipa, no seu conjunto.

Uma boa equipa trabalha, ouve, desenvolve, está atenta às tendências, às alterações de comportamentos, às necessidades de mercado, altera, persiste, erra, não desiste, adapta e percebe qual o momento certo para que o seu produto seja apresentado ao público.

Erros que as start-ups nunca devem cometer?
Não ouvir os outros, não estar atento às tendências e alterações de comportamento e falta de compromisso. É vital para um empreendedor ter informação e estar atento às tendências económicas, sociais e políticas, para alinhar os seus objetivos, serviços ou produtos com a realidade, sendo essa a via para perceber os comportamentos humanos, que nos indicam oportunidades ou nos permitem almejar a suprir necessidades.

O compromisso perante nós mesmos, perante o nosso “propósito”. Quando iniciamos um projeto e nos dedicamos ao mesmo, envolvemos Pessoas: membros da equipa, parceiros, fornecedores, financiadores, devemos fazê-lo com compromisso. Sem compromisso, sem dedicação, sem colocarmos a nossa “Alma” no projeto e ao serviço dele, dificilmente chegaremos ao fim com sucesso. Com compromisso, podemos cometer erros, o projeto até pode falhar, mas as Pessoas, todas elas, estarão lá e embarcarão no “próximo” porque sabem que deram tudo e que o erro ou fracasso só os tornou mais fortes.

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