Start-up do mês: Metablue Solution prepara entrada no mercado com tecnologia para diagnóstico de otites
Diagnosticar uma otite em apenas 10 segundos já é possível. A Metablue Solution, selecionada pela Startup Braga para a rubrica start-up do mês do Link to Leaders, desenvolveu o Otitest, uma solução que combina inteligência artificial e sensores avançados para permitir a detecção precoce de otites em ambiente doméstico.
Nome da start-up: Metablue Solution que em breve vai adotar formalmente o nome Otitest –
Fundadores: Raul Almeida, Ricardo Moura e Tiago Andrade.
Atividade: A Metablue Solution nasceu a partir da Universidade do Porto e desenvolveu um otoscópio digital pediátrico fácil de usar em casa. O dispositivo, denominado Otitest, que se assemelha a um termómetro auricular, utiliza tecnologia avançada de luz, fibra óptica e Inteligência Artificial para avaliar a cor do tímpano, a presença de fluidos e a temperatura corporal. Por exemplo, o Otitest analisa sinais como vermelhidão e deformação do tímpano. Em apenas 10 segundos, fornece um resultado imediato e quantificado, com um nível de eficácia a rondar os 90%, permitindo assim uma gestão precoce e segura da Otite Média Aguda (AOM).
Sob o lema “Ears care, Anywhere”, “o Otitest é um termómetro conectado para toda a família, combinado com um otoscópio que permite detetar otites numa fase inicial. Trata-se de um termómetro digital avançado com conectividade a dispositivos iOS/Android, que permite a deteção precoce de alterações na cor do tímpano”, explica a start-up, referindo que a missão desta solução é “ajudar as famílias a identificar e a monitorizar remotamente otites, para permitir a sua deteção precoce, evitar o sofrimento desnecessário e prevenir deslocações desnecessárias às urgências”.
Volume de negócios: A start-up prevê comercializar entre 1.000 e 50.000 unidades ao longo dos próximos 5 anos, através de diferentes canais (B2B e B2C).
Plano de negócios: A Metablue Solution adota um modelo híbrido, assente, por um lado, no licenciamento da sua solução a clínicas e farmácias, com um modelo de revenue share por cada medição realizada, e, por outro, na venda direta a famílias — sobretudo aquelas com crianças mais propensas a otites — complementada por uma subscrição opcional da aplicação, que dá acesso a funcionalidades adicionais, como monitorização contínua e avaliação auditiva.
Porque merece destaque: A start-up distingue-se pelo desenvolvimento de modelos de inteligência artificial com um desempenho próximo dos 90% de precisão, já suportados por primeiros dados clínicos obtidos em ambiente hospitalar, explica a Startup Braga. A este avanço tecnológico junta-se ainda a validação do mercado, com o recente levantamento de capital através de investimento da Angel Ways.
Outra informação relevante: Após um ano de ensaios clínicos em hospitais públicos, como Braga e Guimarães, a tecnologia da Otitest – patenteada na União Europeia e nos Estados Unidos – atingiu uma eficácia de aproximadamente 90%. A testagem vai agora alargar-se às unidades de saúde privadas através de um programa de ensaios clínicos que incluiu também São Tomé e Príncipe e o Children’s Hospital, na cidade norte-americana de Washington. O plano é arrancar com as vendas a partir do início de 2027.








