Profissionais à procura de emprego estão a apostar na requalificação e aquisição de novas competências, revela estudo europeu sobre Upskilling & Reskilling da Michael Page.

Um estudo europeu recente realizado pela Michael Page revelou que em média 32% dos candidatos a emprego realizaram alguma forma de requalificação, 34% apostaram na melhoria de competências e 30% assistiram a webinars relacionados com a sua função. O estudo analisa dados de cerca de 10 mil pessoas de 13 países, incluindo Portugal.

O estudo sobre Upskilling & Reskilling constata que a flexibilidade e capacidade de aprender e adquirir novos conhecimentos são competências que se tornaram mais procuradas e valorizadas por parte das organizações e dos colaboradores, como resposta aos desafios da mudança.

A revolução das competências em curso e a aprendizagem ao longo da vida é uma necessidade sentida por 44% dos candidatos a emprego, que apostaram em novas competências ou atualizaram os seus conhecimentos. A maioria dos entrevistados (70%) refere também que adquiriram essas competências para ajudar na evolução das suas carreiras e das suas equipas.

Assim, a preocupação de uma organização em garantir que conta com as competências de que necessita na sua equipa no futuro, no contexto do atual desenvolvimento tecnológico e das novas profissões criadas pela 4ª revolução industrial, a par com a gestão de perspetivas de maior progressão de carreira e melhor qualidade de vida, são aspetos tidos como prioritários, revela o estudo.

Segundo Álvaro Fernández, diretor-geral da Michael Page, “os próximos anos serão repletos de mudanças; a pandemia e os custos inerentes terão impacto em todos os setores de alguma forma, as revoluções digitais e tecnológicas estão a acelerar e o mercado laboral permanece tão competitivo como sempre, mas transborda agora de talento. A adaptação aos ambientes empresariais em constante mudança requer que toda a equipa de uma organização esteja alinhada no que toca às competências“.

“Num mercado em que o melhor talento se torna repentinamente abundante em todos os sectores devido à crise da Covid-19, nunca foi tão importante assegurar o forte processo de entrevista e assessment. Muitos profissionais aproveitam o tempo de confinamento para aprender novas competências ou melhorar o seu potencial, realizando cursos ou aprendendo novas ferramentas para a função que desempenham”, acrescenta.

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