A Winning Scientific Management foi uma das empresas recentemente premiadas pela iniciativa Herói PME. O Link to Leaders foi saber como nasceu este projeto de serviços de consultoria e formação de gestão, o que o move e até onde vão as suas ambições.

Como definem o vosso âmbito de atuação?
Fomos a primeira empresa de consultoria no mundo a adotar em todas as suas atividades o modelo de gestão científica no desenho das soluções para os clientes. Assumimos a posição de médicos das empresas, pois conhecemos muito bem os mercados em que atuamos e por isso sabemos diagnosticar (e prognosticar) de forma científica, as “doenças” e as “dores” que afligem os clientes. Há por aí muitas doenças e, muitas vezes, o doente insiste que está bem de saúde, não quer ver o óbvio e continua a caminhar para o precipício.

Na qualidade de “médicos” somos os “problem-solvers” dos clientes e a nossa missão é ajudar as organizações a reinventarem, permanentemente, os seus modelos de negócio. Através dos nossos serviços de Gestão Estratégica, Gestão da Inovação, Gestão de Benefícios, Análise de Negócios, Gestão de Projetos, Gestão Operacional e Data Science, diagnosticamos os problemas, isolamo-los de forma objetiva, avaliamos os respetivos sintomas/impactos na tentativa do entendimento profundo das causas que os originam, e face a estes, traçamos um plano de intervenção efetivo. Neste âmbito prestamos serviços a clientes dos mais diversificados setores, tais como banca e seguros, retalho e consumo, hotelaria, sistemas de informação, transportes, serviços, telecomunicações, educação, energia, turismo, saúde e administração pública.

Nestes seis anos de atividade, quais foram as etapas mais emblemáticas no percurso da empresa?
A Winning foi, formalmente, constituída em dezembro de 2011. Num período em que, tanto em Portugal como na Europa se atravessava uma profunda crise económica, nasceu uma consultora de gestão científica que trazia ao mercado um conceito pioneiro e uma visão inspiradora: ser “Médico das Empresas” para poder “injetar” uma cultura de rigor científico na disciplina de gestão das empresas.

Com um plano de negócio de 200 mil euros para o primeiro ano de operação no mercado, a Winning faturou mais de 1 milhão de euros, logo no final de 2012. Iniciámos atividade com apenas cinco consultores e ao fim de poucos meses já contávamos com 25 colaboradores. Nos primeiros nove meses de existência alcançámos mais de um milhão de euros em faturação e, desde então, o crescimento tem sido sempre exponencial. Em 2017, a Winning apresenta um volume de faturação na ordem dos cinco milhões de euros, e está presente em cinco países. O número de colaboradores tem vindo igualmente a crescer e atualmente já somos mais de 130 médicos de empresas.

Como é que o mercado vos recebeu?
Recebeu-nos da melhor forma possível e superando até as nossas expectativas iniciais. À data de hoje já concretizámos mais de 300 projetos de consultoria que representam um portefólio superior a 50 milhões de euros, em projetos geridos pelos mais de 130 consultores, através do fornecimento de serviços que possibilitaram a reinvenção de modelos de negócio e a resolução de problemas a mais de 50 clientes ativos, das quais se destacam mais de 50% de empresas que estão presentes no PSI20.
A Winning é detentora de uma equipa muito eficiente, talentosa e comprometida com os objetivos da organização. Os resultados obtidos provém do posicionamento que a empresa adotou no mercado, através do desenho de soluções que recorrem sempre a modelos de gestão científica.

Quais foram os desafios mais exigentes que tiveram de enfrentar?
A verdade é que as fases menos boas estão presentes em todo o lado e em todas as circunstâncias e em todos os setores de atividade. Ao longo do tempo fomos crescendo, quer em dimensão, quer em maturidade e dedicamo-nos à abordagem de olhar para todos os desafios e tentar transformá-los sempre em boas oportunidades. Desta forma, em 2015 criámos o Centro de Competência em Gestão da Inovação, fruto das necessidades que detetámos nos mercados em que atuamos. Através desta área de competência asseguramos as ferramentas que permitem ajudar os clientes – mas também a nós próprios, internamente – a identificar novas formas de criar valor, de explorar oportunidades, de responder com soluções inovadoras aos desafios e, em suma, a reinventarmo-nos permanentemente.

Em 2016, investimos meio milhão de euros no pioneiro Centro de Competência em Data Science, tendo por base a gestão, a ciência e a tecnologia. Já em 2017 percebemos que para qualquer organização ser bem-sucedida a longo prazo, deve desenvolver uma vontade permanente de fazer melhor, mais simples, mais rápido, mais barato, quer se trate de uma tarefa ou de um processo, eliminando desperdício. E depende dos líderes criar uma busca contínua da perfeição. Com base nesta visão lançámos, muito recentemente, o Centro de Competência em Excelência Operacional.

Os desafios são sempre exigentes, mas temos uma filosofia assente na resolução de problemas, pelo que, sempre que é necessário avançar para o mercado com uma resposta, o processo é rápido e mantemos sempre os níveis de tranquilidade e adrenalina devidamente equilibrados, dado o âmbito da proposta diferenciadora que sabemos possuir.

O que é que a vossa história tem de inspirador para outros empreendedores?
A nossa história é apaixonante porque algures no tempo, quatro pessoas assumiram a missão e a paixão de tentar resolver os problemas das empresas. Fomos considerados “loucos” pelos nossos familiares e amigos na altura. Mas nascemos no momento propício para isso, em 2012, plena crise, em que as organizações estavam a sucumbir por problemas económicos e financeiros, e decidimos, já que tínhamos formação, know how, experiência e conhecimento de mercado em matéria de gestão, posicionarmo-nos para ajudar as empresas a passarem as fases menos boas. Havia muita gente a dizer-nos “estão loucos, em plena crise vão criar uma empresa, o que se passa?”. E cá estamos! Ao fim de cinco anos, tivemos sucesso na nossa “loucura”. Considero que este aspeto seja, verdadeiramente, inspirador.

Que conselhos pode relevar a quem pensa aventurar-se no mundo empresarial?
Em primeiro lugar, considero que as crises são bons momentos para filtrar, para refundar e para “abanar a árvore,” remover a cristalização e trazer as oportunidades. Uma das coisas boas das crises é forçar as pessoas a saírem da zona de conforto e, por estes motivos, considero que a recente conjuntura económico-financeira que Portugal atravessou ajudou a criar e a “tirar do armário” os nossos empreendedores. Hoje em dia observamos que muitas pessoas, provavelmente noutras circunstâncias, nunca teriam ponderado arriscar. Mas a verdade é que a nossa quota de mercado de start-ups cresceu exponencialmente nos últimos anos. Qualquer pessoa com “um sonho” tem total potencial para ser empreendedor e para se lançar no mundo dos negócios. Paralelamente, esse sonho tem de ser desenvolvido a par do seu próprio desenvolvimento como pessoa. Têm de apostar e trabalhar nas caraterísticas que lhe permitam ser um gestor bem-sucedido, e para isso, tem de ser um pouco cientista (e preferencialmente “cientista louco”), tem de ser criativo e, acima de tudo, tem de ser emocionalmente inteligente: este é o perfil do empresário de sucesso.

O que significou para a empresa ter ganho o prémio de Herói PME?
Em primeiro lugar é um reconhecimento que recebo com enorme sentido de responsabilidade em fazer mais e melhor. Devo este prémio à minha equipa! Ao seu empenho e à sua paixão. Sem eles tudo isto não faria sentido.
Por outro lado, trata-se de um reconhecimento à qualidade da gestão e ao desempenho superior da WINNING no mercado. Desta forma, a nossa consultora que é especialista na transformação dos modelos de negócio através de um modelo único de gestão científica vê reconhecido publicamente o sucesso da nossa estratégia empresarial e a importância do nosso contributo para a economia nacional.
As empresas que se distinguem com este tipo de reconhecimento constituem um modelo de orientação que é seguido por outros empreendedores e por outras empresas na busca pelo sucesso.

Como gostaria que a Winning estivesse daqui a um ano?
Acredito que iremos continuar a desenvolver e a aprofundar o nosso portfólio de serviços, que é fortemente sustentado em normativos, boas práticas e procedimentos estabelecidos em culturas desenvolvidas e assumidos universalmente como prática a seguir. Por outro lado, continuaremos a apostar nas metodologias científicas com que atuamos e que nos permitem assegurar uma cultura de organização inteligente: crescemos, fazemos, erramos, aprendemos com os erros, fazemos novamente, fazemos mais e melhor e continuamos a crescer.
Esta é uma visão permanente e intemporal. Focamo-nos em ser gestores profissionais para assegurar a permanente criação de valor e riqueza em tudo aquilo que fazemos e decidimos, e só depois estão, controlamos a contenção de custos.

Respostas rápidas:

O maior risco: crescer rapidamente sem estrutura de gestão consolidada.
O maior erro: não contratar os melhores do mercado para funções core-business.
A melhor ideia: a gestão científica como a base para todos os serviços que prestamos.
A maior lição: o sucesso depende apenas de nós.
A maior conquista: a entrada no mercado espanhol com elevado destaque de know-how técnico perante os competidores.

 

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