A Uber apresentou perdas superiores a 350 milhões de euros no segundo trimestre deste ano. O contínuo investimento nas empresas subsidiárias e na expansão para novos territórios parece estar na origem destes resultados.

A Uber apresentou recentemente os resultados financeiros para o segundo trimestre. Apesar de não ser obrigada a tal, aquela que já foi a start-up com uma avaliação mais elevada do mundo, tem publicado os seus resultados financeiros com o objetivo de preparar a listagem da empresa na bolsa.

No segundo trimestre de 2018, a Uber apresentou perdas no valor de 355 milhões de euros. Apesar do resultado negativo, as receitas da Uber têm aumentado uma média de 8% de trimestre para trimestre. Entre abril e maio deste ano, atingiram o valor recorde de 2.38 mil milhões de euros. Isto é um aumento médio de 51% de ano para ano.

No que diz respeito ao número de serviços requisitados à empresa, houve um aumento de 6% entre trimestres e de 41% de ano para ano. No segundo trimestre de 2018 foram faturados em serviços 10.56 mil milhões de euros.

Apesar do crescimento contínuo, a Uber apresentou resultados financeiros piores do que os registados no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) revelaram perdas na ordem dos 268 milhões de euros (menos 87 milhões de euros perdidos).

A responsabilidade de tais perdas é atribuída, em grande parte, aos investimentos na plataforma de entrega de comida, a Uber Eats, à aposta nos mercados da Índia e Médio Oriente e ao investimento nas plataformas de mobilidade de bicicletas e scooters.

Entre abril e junho, a Uber expandiu o serviço da subsidiária Eats a algumas cidades da Europa, Médio Oriente e África, adquiriu a start-up de entrega de comida Ando e anunciou a expansão da plataforma de bicicletas para a Europa.

A CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, afirmou em comunicado que “tivemos outro grande trimestre, com um crescimento contínuo a um nível impressionante para um negócio da nossa dimensão”. Acrescentou ainda que estão a investir deliberadamente no futuro da plataforma, “em grandes apostas como a Uber Eats; formas de transporte amigas do trânsito e do ambiente, como a Express Pool, e-bikes e scooters; negócios emergentes como a Freight; e mercados com grande potencial no Médio Oriente e na Índia, onde estamos a consolidar a nossa posição de liderança”, concluiu.

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