Tornou-se milionário aos 19 anos. Quatro anos depois, estima ter uma fortuna de 35 milhões de dólares.

Foto: Emil Barr. Créditos: Jerry Ta, Fluff Studio

Emil Barr criou a primeira empresa ainda na universidade, chegou ao primeiro milhão de dólares em apenas 14 meses e, aos 23 anos, estima que a sua fortuna pessoal ronde os 35 milhões de dólares.

Tinha 18 anos, um iPhone, acesso à Internet e nenhuma experiência em contexto empresarial quando decidiu criar a Step Up Social. Seis meses depois, a agência especializada em conteúdos para redes sociais já tinha atingido um milhão de dólares de faturação.

O empreendedor nasceu na Rússia, mudou-se para os Estados Unidos aos três anos e cresceu numa pequena cidade do Ohio. Durante grande parte da infância e adolescência, conta que se sentiu “fora do lugar”. Uma característica que acabou por transformar numa vantagem quando começou a empreender.

A oportunidade surgiu quando conheceu, na universidade, uma estudante com 11 milhões de seguidores no TikTok que praticamente não conseguia gerar receitas com a sua audiência. Barr percebeu que muitas empresas ainda não sabiam como trabalhar com a plataforma e decidiu criar uma agência especializada em vídeos de curta duração.

A Step Up Social nasceu no quarto da residência universitária. Em apenas seis meses, segundo Barr, passou de zero para um milhão de dólares de faturação. Cerca de 14 meses depois do lançamento, o jovem empresário tinha já o primeiro milhão de dólares na conta bancária.

O crescimento não aconteceu sem risco. Aos 19 anos, chegou a contrair cerca de um milhão de dólares em empréstimos pelos quais respondia pessoalmente para conseguir financiar a operação enquanto aguardava os pagamentos dos grandes clientes. Em paralelo, optou por reinvestir os resultados na contratação de profissionais mais experientes.

De uma primeira reunião de calções às grandes marcas

Um dos primeiros grandes clientes surgiu depois de Barr contactar centenas de empresas por email. A resposta veio da Kao, multinacional japonesa de bens de consumo.

O jovem conduziu durante cerca de uma hora e meia até Cincinnati e apresentou-se numa reunião no 47.º andar de um edifício vestido com uma T-shirt da universidade e calções. Quando os executivos lhe pediram o deck (apresentação) da empresa, Barr admite que nem sequer sabia o significado do termo. Ainda assim, conseguiu fechar o contrato.

A partir daí, a Step Up Social começou a ganhar escala e passou a trabalhar com empresas como Procter & Gamble, Nike, Nordstrom, Kroger, Alo e Banana Republic. Antes de ser vendida, a agência registava cerca de dois milhões de dólares  (aproximadamente 2 milhões de euros) de faturação anual, segundo o empreendedor.

Barr conseguiu ainda transformar a própria universidade num cliente. A Miami University chegou a suportar as suas propinas e pagou-lhe cerca de 200 mil dólares (175 mil euros) , além dos apoios que conquistou através de concursos e programas de empreendedorismo.

O próximo negócio olha para os empregos ameaçados pela IA

Depois da Step Up Social, Emil Barr virou-se para um problema diferente: o impacto da Inteligência Artificial no mercado de trabalho.

A sua nova empresa, Flashpass, disponibiliza formação baseada em “microcredenciais”, permitindo adquirir novas competências em 30 dias ou menos e encaminhando os participantes para setores onde existe procura de trabalhadores.

O modelo de negócio assenta sobretudo em contratos com governos estaduais norte-americanos. A empresa começou com um projeto-piloto de 4 milhões de dólares (cerca de 3 milhões de euros), com duração de dois anos, no Ohio, e conquistou posteriormente contratos na Louisiana e no Delaware.

Segundo Barr, os contratos já existentes deverão permitir à Flashpass alcançar pelo menos oito milhões de dólares (cerca de 7 milhões de euros) de receitas este ano.

O preço de trabalhar 19 horas por dia

O percurso teve, contudo, custos pessoais. Durante a universidade, Barr conciliava aulas, reuniões, jantares de networking e trabalho até às quatro da manhã, chegando a dormir apenas cerca de três horas por noite.

Conta que engordou cerca de 36 quilos e que chegou a consumir quatro ou cinco latas de Red Bull por dia. Apesar de, entretanto, ter alterado alguns hábitos e contar com uma equipa de apoio pessoal, afirma continuar a trabalhar cerca de 19 horas por dia.

Hoje, aos 23 anos, Barr estima que a sua fortuna pessoal ronde os 35 milhões de dólares (31 milhões de euros). A próxima meta é ainda mais ambiciosa: tornar-se bilionário antes dos 30.

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