Consistência é a capacidade de manter direção, critério, comportamento e qualidade ao longo do tempo, mesmo quando tudo muda. E se tudo muda mesmo.
Num mundo obcecado por inovação, disrupção e velocidade, a consistência tornou-se subvalorizada. Fala-se muito em ideias novas, estratégias arrojadas e mudanças rápidas, mas ignora-se um fator decisivo para o sucesso sustentável: a capacidade de fazer bem, repetidamente, ao longo do tempo.
Muitas vezes pensamos a liderança como um conjunto de atos isolados com significado próprio e realizados em momentos específicos da interação entre os líderes e os liderados. Falamos, por exemplo, de dinamizar e animar equipas, de comunicar bem numa entrevista, de gerir talentos, de lidar positivamente com conflitos, etc. Mas muitas vezes também, não nos damos conta de que falar sobre esses “atos concretos” a que por vezes chamamos “técnicas de liderança”, é um tipo de prática que pode vir de facto a tornar-se “muito abstrata”.








