O que é a Vesalius Biocapital? Quais os investimentos que têm em carteira? Porque investiram na TonicApp, que pretende facilitar o dia a dia dos médicos? Quais as potencialidades que a tecnologia pode aportar ao setor da saúde? Estas e outras questões estiveram em destaque na conversa de hoje do Spe Futuri, Investidores.

David Malta, Venture Partner do fundo de investimento Vesalius Biocapital, especializado em Life Sciences e que não investe só em Portugal, e Daniela Seixas, médica neurorradiologista e CEO da TonicApp, estiveram à conversa com Ricardo Luz no Spe Futuri, Investidores desta semana.

David Malta começou por apresentar a Vesalius Biocapital e falou ainda dos investimentos que têm realizado, da aposta no setor da saúde, da “adpação forçada ao digital” e dos desafios que estão a enfrentar com o surgimento da pandemia.

Por sua vez, Daniela Seixas falou da Tonic App que disponibiliza uma ferramenta digital de saúde destinada a ajudar a comunidade médica a diagnosticar e a tratar os seus doentes e do seu crescimento exponencial. Este serviço reúne numa única aplicação vários recursos profissionais para facilitar o trabalho dos médicos. Em breve terá uma versão desktop.

Veja o vídeo desta semana:

Leia alguns headlines.

David Malta, Vesalius Biocapital

“Somos uma VC que investe na área da saúde, mas em empresas que impactam a maneira como os doentes e os médicos trabalham. Não fazemos investimentos para hospitais nem em infraestrutura para a área”.

“Somos uma sociedade luxemburguesa já desde 2007. Este é o terceiro fundo de investimento maior que a Vesalius gere. Neste fundo fizemos um maior esforço para termos presença em Portugal”.

“Os partners da Vesalius reconhecem que à talento em Portugal e tecnologia. Nós na saúde temos de combinar tecnologia e talento para podermos levar o investimento em frente. Além disso, Portugal era um mercado que estava negligenciado do ponto de vista de venture capital na área da saúde. Porque não há nenhum player forte local. Então criámos um fundo dedicado a esta área em parceria com a Instituição Financeira de Desenvolvimento, no qual temos investido em Portugal”.

“Já fizemos dois investimento. Um deles a TonicApp e a outra a Sword Health, ambas do Porto”.

“Passámos a ter três cuidados que achamos que são consequência da maneira como os governos estão a lidar com a situação [da pandemia]no nosso negócio na área da saúde. A primeira tem a ver com o funcionamento dos hospitais, ou seja, investimos em muitas empresas que fazem ensaios clínicos. Durante os últimos meses não têm havido ensaios clínicos (…) porque fecharam muitos serviços médicos. Portugal foi um exemplo onde isto aconteceu. Temos atrasos nesses planos de negócio. Temos de ter a certeza que as empresas têm capacidade de aguentar 6, 9 meses à espera de ensaios clínicos. A segunda foi na parte de investigação pré-clinica. Nalguns casos porque (…) há ventiladores que são precisos no tratamento de porcos e ovelhas e foram retirados para serem colocados ao serviço dos hospitais para tratar possíveis doentes (…). E a terceira que é positiva está relacionada com uma adoção forçada do digital na saúde”.

“Curiosamente as nossas empresas de saúde digital foram aquelas que menos dores de cabeça nos deram durante o período dos últimos seis meses. A TonicApp é disso exemplo com um crescimento até acelerado e vertiginoso”.

“Dois terços das novas moléculas, dos novos medicamentos, tratamentos para o cancro, para doenças crónicas, para a diabetes fizeram este percurso: começaram na academia, foram investidas por empresas de capital de risco e foram compradas pela indústria farmacêuticas”.

Daniela Seixas, TonicApp

“A TonicApp está a agregar e, sobretudo, a curar as melhores ferramentas profissionais para ajudar os médicos no seu dia a dia a melhor diagnosticar e a tratar os seus doentes. Em breve vamos mover-nos diretamente para a área dos doentes, criando uma plataforma mais inclusiva que abranja estes dois grupos”.

“A TonicApp nasceu em 2015 num projeto de MBA e a empresa foi lançada em 2016 e a primeira aplicação TonicApp em 2017. Em breve vamos lançar a TonicApp desktop”.

“Já temos mais de 23 mil médicos a utilizar a aplicação, mais de 15 mil em Portugal e mais de 8 mil em Espanha, onde estamos apenas há um ano. Em Espanha estamos a crescer a uma velocidade de mais de 2 mil médicos por mês e em breve vamos começar a fazer o mercado italiano que é muito promissor”.

“O aumento, sobretudo durante o período de confinamento, da utilização da TonicApp em Espanha chegou aos 1600%”.

“Queremos que a TonicApp seja a aplicação de todos os médicos na Europa e é esse o trajeto que estamos a fazer. Estamos em Portugal, em Espanha, Itália até ao final do ano e vamos continuar a crescer pela Europa fora. Queremos reforçar a TonicApp junto dos doentes, criando pontes digitais inovadoras entre o médico e o seu doente”.

Reveja as conversas anteriores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.
Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, e Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.
Basílio Simões, business angel e fundador da Vega Ventures, e Gustavo Silva, cofundador e CMO da Homeit.
Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, e Nuno Melo, cofundador e sócio da Boost IT.
José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way, e Tocha Serra, Partner & Startup Spotter da Corpfolio.
Stephan Morais, fundador e diretor-geral da Indico Capital Partners, e André Jordão, CEO da Barkyn.
Ricardo Perdigão Henriques, CEO da Hovione Capital, e Nuno Prego Ramos, CEO da CellmAbs.
Pedro Ribeiro Santos, sócio da Armilar Venture Partners, e Jaime Jorge, CEO da Codacy.
Miguel Ribeiro Ferreira, investidor e chairman da Fonte Viva, e João Cortinhas, fundador e CEO da Swonkie.
Cíntia Mano, investidora que está ligada à REDangels e à COREangels Atlantic, e Marcelo Bastos, fundador da start-up Sizebay.
Diamantino Costa, cofundador da Ganexa Capital, e Nuno Almeida, CEO da Nourish Care.

 

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