A Shilling lançou um novo fundo de 30 milhões de euros para investir em start-ups tecnológicas em early stage. No Spe Futuri, Investidores desta semana falámos do Shilling Founders Fund, de uma das suas empresas participadas, a Elecctro que desenvolve soluções IoT para os mercados de venda automática, e do papel das universidades na promoção do espírito empreendedor. Assista à conversa com Hugo Gonçalves Pereira, Managing Partner da Shilling, e Diogo Barata Simões, CEO e cofundador da Elecctro.

Fundada por Hugo Gonçalves Pereira, António Casanova, Diogo da Silveira, João Coelho Borges, Juan Alvarez e Pedro Rutkowski em 2011, a Shilling fez duas dezenas de investimentos através do seu primeiro fundo em empresas reconhecidas no ecossistema e globalmente. É o caso da Unbabel, da Bizay (comummente conhecida como 360imprimir), da Uniplaces, da Best Tables e da Elecctro.

Mais recentemente lançou um novo fundo de 30 milhões de euros para investir em start-ups tecnológicas em early stage (fase inicial): o “Shilling Founders Fund”, que foi desenhado por fundadores para fundadores.

Leia alguns headlines:

Hugo Gonçalves Pereira, Managing Partner da Shilling

“A Shilling hoje em dia já é um dos operadores mais antigos do mercado. Começou em 2010 e já fizemos a nossa primeira década e já levamos alguns anos a ajudar os nossos empreendedores a tornarem-se globais. A Shilling é composta por um conjunto de partners com uma experiência muito diversificada, desde industrial, marketing, grandes empresas, pequenas empresas, temos vários empreendedores entre os nossos partners. Por isso, esta experiência coletiva acaba por ser aquilo que usamos para ajudar os empreendedores nas várias facetas do seu processo de desenvolvimento”.

“Anunciámos recentemente o lançamento do Shilling Founders Fund que é um fundo de 30 milhões de euros para investir em start-ups tecnológicas em early stage que conta com o apoio de mais de 35 empreendedores de sucesso em Portugal que são mais uma ajuda para os empreendedores, ou seja, pessoas como o Diogo [Diogo Barata Simões, CEO e cofundador da Elecctro] têm acesso a estes 35 empreendedores, alguns em Portugal, outros espalhados pelo mundo. Temos, por exemplo, o Ricardo Oliveira, da ThousandEyes, que vendeu a empresa por 1,1 mil milhões de dólares à Cisco que está em Silicon Valley e que é uma pessoa super disponível e que pode ajudar naquilo que for preciso”.

“Se olharmos para o núcleo duro dos primeiros fundadores da Shilling o seu perfil era muito corporate, ou seja, o António Casanova, da Unilever, o Diogo da Silveira, da Navigator, pessoas que vinham muito da área de corporate, apesar de terem um grande historial de investirem em start-ups. Mas depois os últimos cinco que se juntaram à Shilling são todos empreendedores, tais como o Ricardo Jacinto, que é sócio da Elecctro, o Miguel Amaro, fundador da Uniplaces, o Pedro Carlos, fundador da IP. Apesar dos nossos sócios iniciais serem muito corporate, sempre fomos muito próximos das start-ups”.

“Viemos de uma sociedade muito traumatizada pós-ditadura, muito habituada a depender do Estado e a ser protegida e isso foi-se refletindo na educação das crianças pelos seus pais, que o que era bom era ir trabalhar para a Portugal Telecom ou uma empresa desse género. Acho é que leva tempo a mudar. Mas eu tenho visto essa mudança aos poucos. Eu tenho essa experiência da Católica, sou professor na Católica e já dou aulas há 10 anos e vi um número crescente de alunos a quererem inscrever-se em cadeiras que têm a ver com empreendedorismo. Quando comecei a cadeira que dava era private equity e depois passou a venture capital. Depois desafiaram-me a dar uma cadeira de Entrepreneurial finance”.

Diogo Barata Simões, CEO e cofundador da Elecctro

“Somos uma empresa de IoT por definição, mas que trabalha num vertical específico nos sistemas não atendidos, com foco muito grande nas máquinas de venda. E basicamente o que desenvolvemos é uma solução tecnológica que engloba hardware e software. A tecnologia é totalmente proprietária que nos permite com uma solução retrocompatível com qualquer máquina, seja de vending ou não, colocar essa máquina ligada a um sistema inteligente alojado na cloud que nos permite gerir e controlar remotamente estas máquinas”.

“As máquinas de vending têm ciclos de vida bastante longos. A nossa máquina do parque instalada, a mais antiga, tem 17 anos. São máquinas com ciclos de vida muito longos, pelo que conseguimos transformá-las em máquinas inteligentes e, acima de tudo, úteis para ajudar a gerir o negócio de forma mais eficiente por parte de quem as explora”.

“Elecctro vem de eletrónica, está na nossa génese, um dos sócios fundadores tem o mestrado em Engenharia Eletrónica, a parte de desenvolvermos a nossa própria eletrónica tem sido fundamental para o crescimento da empresa porque somos capazes de criar soluções muito mais integradas e ter respostas muito mais eficientes do que concorrentes nossos que trabalham só na vertente software”.

“Mais do que um investidor, olhamos para a Shilling como um parceiro”.

Reveja as conversas anteriores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.
Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, e Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.
Basílio Simões, business angel e fundador da Vega Ventures, e Gustavo Silva, cofundador e CMO da Homeit.
Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, e Nuno Melo, cofundador e sócio da Boost IT.
José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way, e Tocha Serra, Partner & Startup Spotter da Corpfolio.
Stephan Morais, fundador e diretor-geral da Indico Capital Partners, e André Jordão, CEO da Barkyn.
Ricardo Perdigão Henriques, CEO da Hovione Capital, e Nuno Prego Ramos, CEO da CellmAbs.
Pedro Ribeiro Santos, sócio da Armilar Venture Partners, e Jaime Jorge, CEO da Codacy.
Miguel Ribeiro Ferreira, investidor e chairman da Fonte Viva, e João Cortinhas, fundador e CEO da Swonkie.
Cíntia Mano, investidora que está ligada à REDangels e à COREangels Atlantic, e Marcelo Bastos, fundador da start-up Sizebay.
Diamantino Costa, cofundador da Ganexa Capital, e Nuno Almeida, CEO da Nourish Care.
David Malta, Venture Partner do fundo de investimento Vesalius Biocapital, e Daniela Seixas CEO da TonicApp.
Sérgio Rodrigues, presidente da Invicta Angels, e Ivo Marinho, cofundador e CEO da StoresAce.
Alexandre Barbosa, Managing Partner da Faber, e Carlos Silva, cofundador da Seedrs.
Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, e Nuno Brito Jorge, cofundador e CEO da GoParity.
Paulo Santos, managing partner da WiseNext, e Hugo Venâncio, CEO da Reatia.
João Matos, administrador executivo do dstgroup e presidente e CEO da  2bpartner, e Bruno Azevedo, CEO da AddVolt.
Luís Quaresma, partner da Iberis Capital, e Vasco Portugal, cofundador e CEO da Sensei.
Isabel Neves, business angel, e Rita Ribeiro da Silva, cofundadora da Skoach.
Pedro Tinoco Fraga, fundador da F3M e acionista da Braintrust, da BrainInvest e da BrainCapital, e César Martins, fundador e CEO da ChemiTek.
Roberto Branco, CEO da Beta Capital, e Luís Moreira, cofundador da Bullet Solutions.
Carlos Brazão, business angel,e Ricardo Mendes, cofundador da Vawlt Technologies.
Inês Lopo de Carvalho, partner da Crest Capital Partners , António Brum, diretor-geral do grupo Penta.
Luís Santos Carvalho, cofundador, partner e CFO da Vallis Capital Partners, e Óscar Salamanca, CEO da Smile-up.
Pedro Cruz, business angel e CEO da Gallo Worldwide, e Rogério Nogueira, CEO da Winegrid.
António Amorim, presidente da Amorim Cork Ventures, e Pedro Abrandes, fundador de As Portuguesas no Spe Futuri.
Martim Avillez Figueiredo, sócio da CoRe Capital, e Fernando Lourenço, CEO da Jayme da Costa.

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