De um lado um fundo de investimento de impacto que apoia os negócios do futuro. Do outro, uma start-up que quer estender a vida útil dos produtos através do aluguer temporário. António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters, são os convidados de mais uma conversa Spe Futuri, Investidores.

MAZE, empresa de investimento de impacto, criada pela Fundação Calouste Gulbenkian, que tem como objetivo de apoiar os negócios do futuro, aqueles que lucram ao resolver problemas sociais e ambientais em vez daqueles lucram porque existem sociais e ambientais, e uma start-up que quer estender a vida útil de qualquer produto através do aluguer temporário, são as convidadas desta semana de mais uma conversa Spe Futuri, Investidores. Os protagonistas são António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters. 

O empresário Ricardo Luz mediou a conversa que girou em torno das temáticas da atualidade, onde não faltaram as alterações causadas pela Covid-19, a dualidade entre fazer o bem e ter lucro, ou a promoção de um consumo mais sustentável, social e ambientalmente. Os convidados partilharam a sua visão do mundo empreendedorismo e dos negócios.

A conversa está disponível nas redes sociais do Link To Leaders (Facebook, YouTube e LinkedIn).

A iniciativa Spe Futuri, Investidores, um projeto Link To Leaders em parceria com o empresário Ricardo Luz, já soma sete conversas com investidores e empreendedores. Reveja os vídeos anteriores.

1.ª: António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit;
2.ª João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste;
3.ª: Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense;
4.ª: João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima;
5.ª: Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
6.ª Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.

Veja o vídeo desta semana e leia os headlines

Os negócios

“O que queremos garantir é que nenhum empreendedor ou empreendedora que tenha uma boa solução para resolver um problema, de forma sustentável com um negócio deixe de o fazer porque não tem acesso nem a capital nem a competências e é isso que nós tentamos dar (…)” – António Miguel

“Acabamos por fazer uma sinergia muito grande em que evitamos um consumo desnecessário” – Guilherme Guerra.

“Somos uns privilegiados porque na nossa área, até agora, não houve nada que tenha sido assim muito afetado (…)” – António Miguel

(..) vemos a economia partilhada como uma grande oportunidade porque as pessoas vão estar muito mais conscientes em termos das decisões de consumo que fazem, como é que isso afeta em termos ambientais o meio que os rodeia e porque vão estar muito mais sensíveis a questões de poder de compra (…
)” – António Miguel

“(..) A base de crescimento da Rnters foi sempre ligada a essa adoção grande das pessoas, principalmente dos millennials (…) há mais de 30% de millennials que preferem ter acesso do que comprar (…)” – Guilherme Guerra

“(…) O facto de falarmos de lucro ao resolver problemas sociais e ambientais não quer dizer que se descarte outro modelo que existe que é essencial. Aquilo que nos deixava muito inquietos era parecia que ou se fazia o bem e não se fazia dinheiro, ou se fazia dinheiro e não se fazia o bem. E o mundo não é binário em quase nada e certamente não é binário na versão do capitalismo que nós gostávamos de existisse (…)” – António Miguel

“Nós tivemos duas coisas a acontecer. A primeira, ao nível das transações, fomos afetados em determinados verticais, mas rapidamente nos conseguimos adaptar e testar outros que foram super interessantes e que tiveram aumentos de procura em mais de 20%. No início do Covid em aluguer de material para as pessoas fazerem teletrabalho. Foi um pico brutal (…)” – Guilherme Guerra

O futuro

“Hoje, o talento sai das universidades e já não quer ir para os nomes grandes de consultoras ou bancos (…)  o talento quer ir trabalhar para empresas com propósito (…)” – António Miguel

“Não me surpreendia nada que daqui a 10 anos já não se falasse de investimento de impacto e se falasse só de investimento e o impacto é só mais uma variável” – António Miguel

“Acreditamos que a dinâmica de marketplace e de proximidade é chave (…)” – Guilherme Guerra

“O futuro é estas marcas (…) perceberem que de facto os seus clientes estão à procura de outra solução e a Rnters posiciona um bocadinho nesse setor (…)” – Guilherme Guerra

“Os consumidores e as consumidoras são reis e rainhas. O escrutínio é maior do que nunca, a informação está disponível de forma democrática e aberta do que nunca e ao fim do dia os consumidores (…) sabem quem é que realmente atua de forma como diz ou quem diz, mas não atua em conformidade com o que diz (…) – António Miguel

“A bondade é um excelente negócio” – António Miguel

“(…) Vamos passar agora uma fase de alguma incerteza, mas acredito que como em qualquer crise saímos sempre melhores pessoas e melhor preparados para o futuro (…)” – Guilherme Guerra

“Sentimos que não só as pessoas estão mais atentas para termos um consumo mais sustentável, mas também estamos a perceber que existem todas estas empresas que percebem onde estão os seus consumidores do futuro e como se querem posicionar para os servir melhor. Essa atenção é de louvar (…) – Guilherme Guerra

“Isto é uma oportunidade de ouro para Portugal arregaçar as mangas e liderar pelo exemplo e posicionar-se (…) Portugal é uma excelente plataforma base de experimentação para que a próxima grande solução global de economia partilhada como a Rnters, nasça em Portugal, as melhores soluções de telemedicina nasçam em Portugal (…) Todos os modelos que possamos imaginar com um ângulo de impacto social ou ambiental, era excelente verem em Portugal  uma oportunidade para testarem as suas soluções e crescerem a partir daqui para se tornarem soluções globais ”-  António Miguel

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