A Building Global Innovators e o European Institute of Innovation & Technology lançaram um novo estudo sobre o ecossistema nacional de scale-ups. Leia algumas das conclusões neste artigo.

O relatório Scaleup Portugal 2018 amplia o conhecimento sobre o ecossistema português em três vertentes:

1. As maiores scale-ups nacionais;
2. O estado do investimento em scale-ups portuguesas;
3. As diferenças entre géneros e o emprego gerado.

Este estudo, desenvolvido pela Building Global Innovators (BGI) e pelo European Institute of Innovation & Technology (EIT), propõe uma avaliação aos elementos-chave do empreendedorismo e inovação no ecossistema português através de uma abordagem focada em dados concretos. O relatório inclui start-ups que estão entre as quatro maiores aplicações verticais, nomeadamente:

– Tecnologias de informação e comunicação;
– CleanTech & Indústria;
– Consumidor & Web;
– Aparelhos médicos & Health IT (Tecnologias de informação aplicadas na saúde).

  1. As maiores scale-ups nacionais

Neste caso, a BGI e a EIT chegaram ao top 25 das scale-ups nacionais a partir de informações como capital recolhido, volume de receitas, rácio entre capital recebido e receitas e emprego criado para candidatos de origem portuguesa. A lista só contempla projetos com menos de cinco anos de operação, ou seja, que foram criados entre 2012 e 2017. Outros parâmetros que ajudaram ao desenvolvimento do estudo incluem a estrutura de financiamento, os modelos de negócio das start-ups, os perfis dos investidores e o impacto económico.

A tabela abaixo apresenta o top 25 de scale-ups portuguesas:

Top 25 scale-ups portuguesas_BGI_EIT

O estudo revela que, face à edição passada, houve 12 novos projetos adicionados à lista e uma melhoria do ranking de algumas start-ups, como a Unbabel, a Veniam, a 360Imprimir e a Codacy.

A BGI e a EIT aglomeraram, ainda, as start-ups por aplicação vertical:

Top 5 scale-ups portuguesas ICT_BGI_EIT

Top 5 de scale-ups de tecnologias de informação e comunicação (Fonte: Scaleup Portugal 2018)

Top 5 de scale-ups de aparelhos médicos e health IT (Fonte: Scaleup Portugal 2018)

Top 5 de scale-ups de consumidor & amp; web. (Fonte: Scaleup Portugal 2018)

Top 5 de scale-ups de CleanTech e Indústria. (Fonte: Scaleup Portugal 2018)

  1. O estado do investimento no ecossistema português

Em conjunto, o top 25 de scale-ups portuguesas recolheu cerca de 111 milhões de euros. No entanto, o relatório sublinha que parte dos projetos têm menos de quatro anos de existência, o que significa que ainda não tiveram oportunidade de fechar mais do que uma ronda de investimento.

O estudo aponta ainda um aspeto em falta no ecossistema português: a capacidade das start-ups levantarem quantidades maiores de capital em território nacional. Dos cerca de 111 milhões de euros recolhidos, apenas 27.36% (30.3M€) são de origem portuguesa. A tendência de levantamento de capital em fontes estrangeiras aumentou 2.6% em relação ao ano passado.

Os países estrangeiros com mais presença de investimento são o Reino Unido (27.13M€ investidos), Estados Unidos da América (27.03M€), Bélgica (12.4M€), França (7.25M€) e Suécia (6.39M€). É, contudo, relevante referir que, à exceção da Bélgica, os investidores destes países só fizeram uma ou duas rondas de investimento. Isto indica que quando as start-ups portuguesas precisam de fechar maiores rondas de levantamento de capital recorrem a entidades estrangeiras.

O top cinco de indústrias portuguesas com base no investimento recebido são IoT (30%), saúde (18.8%), software para empresas (14.6%), marketing (13.6%) e fintech (9.8%).

  1. As diferenças entre géneros e o emprego gerado

O crescimento de colaboradores é uma constante no top 25 de scale-ups portuguesas. Atualmente, estas empresas contam, em conjunto, com 850 colaboradores. Apesar do número de mulheres acompanhar o crescimento do número de colaboradores, continua a haver uma diferença na ordem dos 30% entre a presença de homens e mulheres nas empresas.

É nos projetos de tecnologias de informação e comunicação que encontramos mais colaboradores e também uma maior discrepância entre os géneros. Nesta área, só encontramos uma mulher em cada cinco colaboradores.

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