Os business angels são, indiscutivelmente, um dos melhores apoios que as start-ups podem ter ao seu lado. No entanto, neste tipo de investidores o género masculino é bastante superior ao feminino. Conheça as razões para o ecossistema português precisar de mais mulheres business angels.

Atualmente, em Portugal, as mulheres business angels (BA) não chegam a representar 10% deste tipo de investidores. Segundo os números facultados pelo IAPMEI, dos 271 BA nacionais credenciados em 2016, apenas 26 são mulheres.

Um estudo recente, levado a cabo pelo Barclays e pela Entrepreneurs Network, mostrou que os negócios com mulheres na chefia resultam em 20% mais lucro, com 50% menos dinheiro investido, quando comparados a outros negócios dirigidos por homens. Este estudo revelou ainda que, enquanto apenas 24% das mulheres empreendedoras viu o seu negócio falhar, 34% dos homens já tiveram esta experiência.

Para colmatar esta falha, foi desenvolvido um projeto denominado “WA4E – Women Business Angels for Europe’s Entrepreneurs” (Business Angels Mulheres para os Empreendedores da Europa). Este movimento apoiado financeiramente pela União Europeia pretende aumentar o número de BA em 10% entre este ano e o próximo em seis países: Portugal, Bélgica, França, Espanha, Reino Unido e Itália.

Em Portugal, o “WomenWinWin” é representante desta iniciativa europeia. No comunicado da iniciativa ao abrigo do IAPMEI é pedido às mulheres business angels que respondam a um inquérito. Após responderem a este questionário, que tem como objetivo identificar as ações necessárias ao desenvolvimento de um programa de apoio, há a possibilidade de receberem formação no âmbito desse mesmo programa, que será desenvolvido – depois de se perceberem quais são as principais barreiras que as mulheres BA enfrentam – pela WomenWinWin.

O Reino Unido é um dos países ao abrigo deste programa mais empenhados em fazer crescer a percentagem de business angels mulheres, tendo co o meta passar dos 14% para os 30%. Jenny Tooth, business angel britânica, revelou recentemente num artigo publicado no “Business Zone” que uma mulher nos Estados Unidos tem o dobro da probabilidade de começar o negócio do que uma mulher do Reino Unido.

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