Manuel Vilares, conjuntamente com Pedro Coelho, da Nova IMS, é o docente responsável pela validação académica da metodologia Best Team Leaders. Em entrevista, Manuel Vilares, catedrático daquela academia, falou sobre a metodologia que desafia os líderes a deixarem-se avaliar pelas suas equipas.

O estudo Best Team Leaders está a preparar mais uma edição de análise à performance dos líderes portugueses. Certificado pela Nova IMS, o estudo, cujas inscrições estão a decorrer até dia 10 de novembro, permite o reconhecimento e a premiação dos líderes que dirigem com sucesso as suas equipas.

Manuel Vilares, professor catedrático do Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação da Universidade Nova de Lisboa e consultor do Banco de Portugal, é um dos responsáveis, conjuntamente com o também professor Pedro Coelho, pela validação académica da metodologia Best Team Leaders. Ao Link To Leaders, Manuel Vilares explicou que a inovação desta tecnologia reside no facto de poder ajudar a alterar o paradigma e conseguir olhar para o líder a partir da equipa que ele cria, desenvolve e motiva.

A avaliação de líderes é um processo que exige rigor, porque estamos a falar de pessoas. O que distingue a metodologia Best Team Leaders das demais?
Destacaria a forma inovadora como trata a ideia de liderança, ouvindo apenas as equipas do líder e não os seus pares e as suas chefias. Esta opção confere à metodologia uma vertente de maior credibilidade. Também considero que ser a equipa a contribuir para a distinção e reconhecimento público do líder, altera o paradigma de ser sempre o líder a reconhecer os liderados. Esta metodologia é inovadora também por isso. O facto de estar a ser testada há sete anos, permite-lhe ter robustez e fiabilidade em termos de resultados.

Ao validar esta metodologia de avaliação não se está, no fundo, a reconhecer a importância de avaliar lideranças?
A qualidade das lideranças é muitas vezes enfatizada, sendo considerada como um dos fatores que mais contribui para o desenvolvimento das empresas, organizações e mesmo dos países. Torna-se, portanto, fundamental avaliar a qualidade das lideranças de modo a poder gerir e melhorar essa qualidade. Mas para ser possível essa gestão e melhoria, constitui um requisito fundamental medir bem. Medir mal é ainda pior do que não medir pois pode induzir a tomada de decisões e medidas erradas. É neste contexto que surgiu a necessidade de validar cientificamente a metodologia adotada no projeto BTL.

“Se a qualidade de liderança não for medida, muito dificilmente poderá ser gerida e, portanto, melhorada”.

Medir é sempre um bom caminho para o desenvolvimento das organizações e das pessoas. No caso concreto, quais as grandes vantagens desta medição?
A qualidade da liderança é um determinante fundamental para o desenvolvimento das organizações. Mas se a qualidade da liderança não for medida, muito dificilmente poderá ser gerida e, portanto, melhorada. Ao identificar os pontos fortes e os pontos fracos, a medição torna-se um requisito indispensável para melhorar a qualidade das lideranças. De notar, no entanto, que é indispensável adotar nesta medição as metodologias adequadas como se verifica no caso da avaliação BTL.

Na academia Nova IMS que outros estudos ou avaliações são feitas de forma regular?
A Nova IMS tem desenvolvido vários projetos nesta área de avaliação da qualidade. Aquele que talvez seja o mais conhecido é designado por ECSI – Índice Nacional de Satisfação do Cliente. Este projeto, que já tem cerca de vinte anos, avalia a qualidade do serviço prestado e a satisfação do cliente de muitas das principais empresas portuguesas. De certo modo, este projeto, do qual eu e o professor Pedro Coelho somos os responsáveis científicos, avalia também a qualidade das lideranças dessas empresas e organizações pois existe uma elevada correlação entre, por um lado, a qualidade das lideranças das organizações e empresas e, por outro lado, a qualidade dos serviços prestados e a satisfação do cliente dessas organizações.

“Os verdadeiros líderes não podem ter medo de serem avaliados”.

Quais os seus conselhos para os líderes que apostam na sua avaliação?
Conhecer de forma isenta, e tanto quanto possível precisa, as avaliações que os nossos colaboradores fazem do nosso desempenho. Isso constitui uma informação de inegável valor que, diria mesmo, é indispensável para o nosso processo de melhoria como líderes, porque há sempre espaço para melhorar. Os verdadeiros líderes não podem ter medo de serem avaliados. No nosso país, cada vez mais, está a verificar-se uma maior abertura para estas avaliações, o que não pode deixar de constituir um indicador de desenvolvimento e de abertura de mentalidades das lideranças do nosso país.

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