No ano em que assinala os 20 anos de atividade, a Europalco mantém o mindset inovador e focado na criação de experiências diferenciadoras para os clientes. A diretora de marketing, Vanessa Batalha, explicou ao Link To Leaders o que um evento pode fazer pela visibilidade de uma marca.

Recentemente, a Europalco juntou os parceiros numa iniciativa que designou de Tech Day para dar a conhecer algumas das suas propostas tecnológicas para a realização de eventos. Apresentou o sistema de silence room, a immersive sound art, uma solução que, com o recurso a sound design que permite criar através do som “atmosferas arrepiantes”, entre muitas outras inovações. Espelham a competitividade de uma empresa que já completou os 20 anos de atividade e que têm estado no palco de muitos eventos empresariais, e não só, realizados no nosso país. Marcas como Web Summit, EDP, BNP Paribas, Mercedes ou BMW são exemplo disso. A diretora de marketing explica a estratégia da Europalco para acompanhar a evolução do próprio mercado.

Qual a mais-valia que vossa área de atuação pode aportar a um projeto?
Fornecemos soluções globais para eventos, podendo personalizar todo o evento à medida de cada marca ou empresa, desde o palco, às cadeiras, passando pela zona de lounge, ou outras áreas necessárias, já sem falar dos equipamentos audiovisuais. Desta forma, a marca pode, através do seu evento, seja uma iniciativa aberta ao público ou interna, expressar os seus valores, a sua imagem, a sua visão. Os eventos são um reflexo do que é a marca e do que representa e nós ajudamos a que possa transmitir essa imagem da melhor forma possível.

Globalmente, até aonde vai a vossa oferta? Que tipo de serviços disponibilizam?
Oferecemos um leque muito variado de soluções, que nos permitem oferecer um serviço “chave na mão”, trabalhando tanto com o cliente final como com agências de comunicação e de organização de eventos por eles contratados. Temos soluções para palcos – construímo-los consoante as necessidades de cada cliente –, vídeo, áudio, iluminação, mobiliário – sejam cadeiras, mesas, sofás, etc –, cenários, climatização e produção.

“(…) os clientes procuram cada vez mais coisas novas, novas soluções que possam enriquecer a experiência nessas iniciativas.”

Qual ou quais são os serviços mais requisitados pelas marcas?
São o aluguer de equipamentos audiovisuais (vídeo, som e iluminação) e o mobiliário. São serviços que fazem falta a qualquer evento, grande ou pequeno, são o essencial e, então, é normal que sejam os mais procurados. Ainda assim, os clientes procuram cada vez mais coisas novas, novas soluções que possam enriquecer a experiência nessas iniciativas.

Em 20 anos de atividade, como avalia a evolução das marcas/empresas portuguesas no domínio dos eventos? As empresas hoje estão mais informadas…
Os nossos clientes, que são sobretudo as agências de organização de eventos, estão cada vez mais sensíveis aos requisitos técnicos e tendem a apostar cada vez mais na inovação e na criatividade. A aposta na diferenciação leva a que também se apoiem cada mais no nosso know-how. É nossa missão também inspirar os nossos clientes dando-lhes a conhecer as últimas tendências e evoluções da tecnologia ao nível dos eventos.

“As marcas já percebem muito bem a importância dos eventos transmitirem a sua imagem e valores e estão disponíveis para investir nisso.”

As marcas já consideram esta atividade como um investimento?
Totalmente. As marcas já percebem muito bem a importância dos eventos transmitirem a sua imagem e valores e estão disponíveis para investir nisso. É uma parte importante do marketing de cada marca e que, habitualmente, já consta nos planos anuais das empresas. Numa perspetiva de marketing, os eventos não visam apenas a comunicação com os consumidores e clientes, mas também para outros públicos, como colaboradores, comunidades entre outros.

Quais foram, ou são, os eventos mais emblemáticos do vosso portefólio?
É uma resposta difícil, porque todos são especiais e únicos à sua maneira. Mas posso destacar a Convenção dos Rotários. Foi um projeto que começámos a trabalhar com um ano de antecedência. Outro evento foi o da Fidelidade “Think bigger”, onde usámos, pela primeira vez, a tecnologia video tracking. Depois, podemos falar também do Web Summit, que é talvez o mais mediático, e o mais recente foi o evento BNP Paribas – Own Your Power, em que usámos o holograma.

Os eventos podem ajudar a projetar uma marca ou uma empresa?
Acredito que sim. Hoje em dia, as opções são quase ilimitadas, o que nos permite ter palcos verdadeiramente extraordinários e capazes de chamar a atenção quer de potenciais clientes, como de outros players dos setores e, neste sentido, podem alavancar a visibilidade das empresas.

De que forma o acelerado desenvolvimento tecnológico que se tem vivido nos últimos tempos (hologramas 3D, inteligência artificial, conteúdos 4K, etc, etc …) mexeu com vossa estratégia empresarial?
Ao nível da estratégia pouco mudou. A aposta na inovação e o investimento constante em novas soluções faz parte do nosso ADN. Mas, claro, o aparecimento de novas soluções e de novos equipamentos leva a que haja uma aposta maior na formação das nossas equipas.

Quais as áreas tecnológicas em que mais têm apostado nos últimos anos?
O vídeo é a área que tem evoluído mais ao longo dos anos e é também nessa área temos vindo a investir cada vez mais.

(…) em 2018 investimos 1 milhão de euros só em tecnologia.

Qual o vosso investimento anual em tecnologia?
Varia muito de ano para ano, mas, por exemplo, em 2018 investimos 1 milhão de euros só em tecnologia.

“Experience the Impossible” é um dos lemas que ostentam… de que forma materializam essa abordagem empresarial?
“Experience the impossible” foi o mote para o nosso primeiro Tech Day, uma iniciativa que promovemos recentemente para mostrar aos clientes e parceiros algumas das mais recentes soluções tecnológicas para eventos e onde quisemos transmitir, precisamente, que há coisas que ainda parecem impossíveis, mas que nós já conseguimos levar para cima de palco. Tentamos sempre estar na vanguarda, ter sempre as mais recentes soluções para os nossos clientes, tanto para nos destacarmos como para que eles se destaquem e possam surpreender.

Por onde passa a vossa estratégia de expansão? Mercado nacional, internacional…
A nossa estratégia foca-se em ambos os mercados. Enquanto que em Portugal apostamos numa maior penetração do mercado, no internacional o nosso objetivo é trazer cada mais eventos para cá.

O alargamento da atividade a áreas complementares é algo que está contemplado na vossa estratégia?Estamos sempre a pensar no que podemos oferecer de novo. Atualmente, a par da tecnologia, estamos a apostar muito na oferta de serviços de personalização dos equipamentos e dos materiais. Recentemente, adquirimos uma máquina CNC que nos permite fazer recortes em madeira e em outras superfícies e que nos ajuda nessa demanda de personalização.

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