Apresentação de projetos, partilha de conhecimentos, networking e, quem sabe, futuras colaborações. Este é o balanço da 2.ª edição do Meet The Leaders que este ano promoveu cerca de 50 reuniões entre start-ups, business angels e venture capitalists.

Foram sete as start-ups que aceitaram o desafio da 2.ª edição do Meet The Leaders que se realizou esta semana no âmbito do Portugal Exportador, este ano num formato exclusivamente digital.

Através desta iniciativa solicitava-se a participação de start-ups com projetos em domínios como atividades financeiras, agroalimentar, ambiente e energia, construção/imobiliário, saúde e bem-estar, smart cities ou turismo. Conheça as start-ups que aceitaram o desafio do Meet The Leaders.

Portugal Bugs: desenvolve snacks alimentares naturais, pensados na funcionalidade.A sua fonte proteíca provém da incorporação de farinha de inseto.

On History: uma plataforma com experiências de realidade aumentada e de realidade virtual que conecta a cultura e o turismo aos territórios.

Erising: promove o talento e o valor dos clientes, encontrando desperdícios e ineficiências e transformando-os numa oportunidade de melhoria.

Fractal Mind: oferece soluções gamificadas desenhadas em função dos desafios de cada cliente, impulsionando o envolvimento dos colaboradores, resultados de negócio, objetivos de aprendizagem e de mudança comportamental.

Graça Lucena Physioterapy: vocacionada para turismo de saúde; pacotes de saúde e turismo, que incluam cirurgias osteo-articlares, a prestação de serviços de fisioterapia, serviços de hotelaria (alojamento e refeições) e programas culturais ajustados aos interesses e competências funcionais.

Atlantigrama: produção, transformação/preparação e comercialização de arroz e frutos secos com certificação biológica e denominação de origem;

E-4Arca: marketplace direcionado exclusivamente para os produtos e serviços nacionais para exportação. Negócios B2B (Business to Business) e B2C (Business to Consumer) e Serviços

Do lado dos BA e dos VC marcaram presença nas meetings:
Cíntia Mano, investidora ligada à REDangels e à COREangels Atlantic;
David Malta, venture partner do fundo de investimento Vesalius Biocapital;
Santiago Salazar, partner da Bynd Venture Capital;
Isabel Neves, presidente do Business Angels Club de Lisboa;
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares;
Sérgio Rodrigues, presidente da Invicta Angels;
Sofia Queiroz, Investment Associate da Maze.

Tal como na edição de 2019, a iniciativa Meet The Leaders resulta de uma parceria entre o Link The Leaders e o Portugal Exportador, um evento dedicado à exportação promovido anualmente pela Fundação AIP, Novo Banco e AICEP.

Start-ups fazem balanço final
À semelhança do ano passado, o Meet The Leaders teve como missão pôr em contacto start-ups e investidores, numa perspetiva de juntar dois importantes players do ecossistema empreendedor nacional.

E o balanço foi notoriamente positivo para as star-ups envolvidas na iniciativa. Questionados sobre a quais as principais linhas orientadoras que resultaram das reuniões, Tiago Perdigão, Business Devil & CEO da Fractal Mind, por exemplo, destacou “a enorme disponibilidade dos VC’s/BA em ajudar a criar negócios competitivos e partilharem experiências, independentemente da entrada ou não no capital das empresas. No nosso caso particular, tivemos uma excelente recetividade aos nossos produtos e conceitos”.

Para este profissional, estas iniciativas “são de extrema importância, pois permitem a start-ups e empresas que estão em fases de internacionalização obter insights valiosos, assim como dar-se a conhecer a um grupo de pessoas com um grande network de contactos, que de outro modo seria difícil”.

Igualmente positiva foi a avaliação de Diogo Jorge, cofundador e diretor da Erising. E explicou porquê: “No caso da Erising, como estamos à procura de parcerias para coinvestimento em novos negócios, estamos a dar os primeiros passos neste mundo dos BA, e a consequência das reuniões foi muito positiva, uma vez que além de algumas leads que se geraram, criaram-se também contactos que acredito que vão provavelmente resultar em parcerias e trazer frutos no futuro”.

E de que forma iniciativas como esta podem ajudar a alavancar o negócio das start-ups? Diogo Jorge confidenciou que no seu caso “não foram à procura de investimento, mas sim de parceiros e ideias /negócios para coinvestir, mas acredito que estas iniciativas só podem trazer bons resultados, uma vez que se os empreendedores apresentarem o seu pitch claro e conciso, pode atrair as atenções de quem o ouve, e num evento como este consegue-se condensar num só dia a possibilidade de apresentação das ideias / negócios a vários investidores, o que aumenta a probabilidade de interesse e consequente alavancagem das start-ups”.

Também António Damásio Capoulas, da Atlantigrama, assegurou que o evento lhe “proporcionou a oportunidade para melhor conhecimento da realidade dos BA em Portugal, e reteve algumas indicações sobre o nível de investimentos praticáveis. Para investimentos no setor agroindustrial da nova geração (Green Deal, nova PAC…) a localizar, estrategicamente, nas regiões de menor densidade, o retorno dos investimentos (de montantes mais elevados dos normalmente apetecíveis aos BA), apesar dos fortes apoios institucionais, serão, necessariamente de médio prazo”.

Graça Lucena, responsável da Graça Lucena Physioterapy, frisou que as reuniões conduziram “a uma reflexão orientada sobre produtos específicos e o seu valor potencial no mercado e importância da comunicação para o mercado” e que “podem ser uma oportunidade de consultoria sobre viabilidade de alguns negócios e estratégias de sucesso. E, talvez uma oportunidade de parceria ou investimento”.  E, acrescentou, os ”Business Angels foram de forma geral extraordinários na sua capacidade de interpretação das questões e interpelações que lhe foram colocadas, pacientes e pragmáticos na sua abordagem”.

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