52% dos empregadores afirmam que em algum momento já recorreram a trabalho temporário qualificado para suprir necessidades de contratação. As multinacionais e as grandes empresas são quem mais recorre a esta modalidade, diz estudo da Hays.

A maioria dos empregadores portugueses (62%) indica como principal razão para recorrer ao trabalho temporário o acréscimo excecional de atividade. Seguem-se como razões apontadas a substituição (38%), a ação estratégica da empresa (26%) e o lançamento de um projeto (16%). Esta é uma das conclusões de um inquérito realizado pela Hays a 96 empregadores portugueses.

Quando questionados sobre as competências que mais valorizam em colaboradores temporários, os empregadores indicam a apetência para trabalhar em equipa (67%), ética/valores (59%), competências técnicas (51%), capacidade de trabalho (49%), orientação para objetivos (49%) e proatividade (49%).

Entre as principais dificuldades do mercado de trabalho apontadas pelos empregadores portugueses, destacam-se a falta de profissionais qualificados (64%), a desadequação entre a oferta de profissionais e as vagas disponíveis (54%) e a pouca articulação entre o sistema de ensino e as empresas (31%).

Os resultados deste inquérito realizado a 96 empregadores a atuar em Portugal indica ainda que os perfis comerciais, de tecnologias da informação e de indústria e produção são os mais difíceis identificar para projetos temporários.

“Num mercado em constante evolução, é necessário repensar o mundo do trabalho. A ascensão de novas realidades laborais como a gig economy (projetos temporários qualificados e bem pagos) e a decadência do conceito de “emprego para a vida” têm gerado toda uma discussão sobre as características do trabalho numa economia cada vez mais global, e de que forma isso se traduzirá numa maior disponibilidade para uma carreira fluída e com um maior nível de variedade e maleabilidade”, afirma Mário Gonçalves, Head of Hays Response, em comunicado.

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