Lampsy Health vence Global Tech Innovator In Portugal da KPMG
A start-up portuguesa especializada em soluções para epilepsia vai participar a final global da competição, que junta start-ups de mais de 20 geografias.
A Lampsy Health ganhou a edição de 2026 do Global Tech Innovator in Portugal da KPMG, e vai representar Portugal na final internacional que decorrerá no Web Summit, em novembro, em Lisboa.
Fundada por Vicente Garção, Leonor Pereira e Joana Pinto, Lampsy Health nasceu como uma spin-off do Instituto de Telecomunicações e do Instituto Superior Técnico. A equipa trabalha com o objetivo de melhorar a segurança e inclusão social de pessoas com epilepsia. Desenvolveu um sistema denominado “Lampsy”, que utiliza uma câmara discretamente incorporada num candeeiro para detetar estes movimentos e enviar uma chamada a pais e cuidadores, enquanto preserva a privacidade do utilizador de raiz, através de técnicas inovadoras de visão computacional e inteligência artificial.
A par da participação na final global, a Lampsy também tem direito a apoio da KPMG Portugal, durante 12 meses, na área de Advisory, e de consultoria fiscal e contabilística.
Joana Pinto, Chief Technology Officer da Lampsy Health, afirma que “esta vitória reconhece uma solução portuguesa que combina inteligência artificial, visão computacional, design e proteção da privacidade. Mais do que desenvolver tecnologia, queremos criar uma nova resposta para quem vive diariamente com epilepsia. A final global em novembro será uma oportunidade para demonstrar a capacidade de inovação da nossa equipa e do ecossistema português, à escala global”.
Além da start-up vencedora disputaram a final da competição a Bloodflow, a blueOASIS, a Famel, a Granter, a Humanos e a Octo Health.
A responsabilidade de analisar, deliberar e eleger o projeto mais inovador e disruptivo esteve a cargo de um painel de jurados composto por Filipa Menezes de Alarcão (Horizon Equity Partners), Sofia Couto da Rocha (Lusíadas Saúde), Miguel Aguiar (Startup Portugal) e Vasco Mendes (KPMG Portugal). Disrupção e a inovação, potencial de tração e de ganho de quota de mercado, sustentabilidade do negócio a longo prazo, e qualidade do pitch foram alguns dos critérios que serviram de base à avaliação das sete start-ups em competição.
“Este ano recebemos candidaturas de enorme qualidade, com ideias disruptivas em áreas que são determinantes para o futuro da sociedade. Na KPMG, acreditamos no potencial transformador do ecossistema das start-ups e na sua importância na criação de soluções que possam responder aos desafios dos nossos tempos, pelo que continuaremos a apoiar ativamente o seu desenvolvimento, ajudando-as a ganhar escala e visibilidade a nível nacional e internacional, através desta e de outras iniciativas”, explicou Vasco Mendes, Partner de Advisory da KPMG Portugal.
Refira-se que a Lampsy Health sucede à Ethiack (2025) como vencedora desta competição. Em anos anteriores o primeiro lugar foi atribuído à BHOUT (2024), à Rauva (2023), Musiversal (2022) e Defined.AI (2021).








