Foi criada no ano passado, com o investimento da Hovione Capital e da Portugal Ventures, e já se está a preparar para uma série A. Falamos da biotech portuguesa CellmAbs. No Spe Futuri, Investidores de hoje ficamos a conhecer mais sobre este projeto e os investimentos da Hovione Capital.

Investem em produtos terapêuticos, dispositivos médicos e saúde digital por toda a Europa. A Hovione Capital foi criada em 2015 e desde essa altura conta já no seu portefólio com cinco participadas, duas delas baseadas no Reino Unido e três em Portugal. A CellmAbs, uma biotech portuguesa que investiga e desenvolve imunoterapias e terapêuticas celulares de nova geração para a oncologia, é uma das start-ups investidas pela Hovione Capital.

A criação da Hovione Capital, a CellmAbs, o investimento no setor da saúde e a ligação entre a academia e o mundo empresarial foram alguns dos temas que estiveram em destaque na conversa de hoje do Spe Fututi, Investidores. Ricardo Perdigão Henriques, CEO do investidor europeu especializado no setor da saúde, e Nuno Prego Ramos, CEO da biotech portuguesa, falam-nos dos seus projetos.

As sessões de conversas Spe Futuri, Investidores realizadas até agora estão disponíveis nas redes sociais do Link To Leaders (Facebook, YouTube e LinkedIn).

Veja o vídeo desta semana e leia os headlines:

A Hovione Capital foi fundada em 2015 pelos acionistas da Hovione, uma empresa farmacêutica com laboratórios e fábricas nos EUA, Irlanda, Macau e Portugal. Tem atualmente cinco participadas, duas baseadas no Reino Unido e três em Portugal, e investe em start-ups early stage na área da saúde por toda a Europa” – Ricardo Perdigão Henriques

“A ideia da Hovione Capital na altura era apoiar start-ups na área da saúde. Como sabemos é uma área com muita promessa, muito potencial, quer em Portugal, quer na Europa. Ainda há falhas latentes na oferta de produtos terapêuticos e da saúde (…)” – Ricardo Perdigão Henriques

“O que fazemos é estudar os açúcares, que são na verdade um bocadinho diferentes daqueles que conhecemos vulgarmente e que consumimos todos os dias, e que têm uma estrutura muito semelhante aos açúcares e que conseguimos identificar nas células tumorais, tumores sólidos, e para os quais direcionamos terapêuticas” – Nuno Prego Ramos

“A CellmAbs foi montada no ano passado com o investimento da Hovione Capital e da Portugal Ventures, e estamos já numa fase em que, apesar de termos um ano, já nos estamos a preparar para uma série A” – Nuno Prego Ramos

“O que fazemos é olhar para os mecanismos da doença, perceber o que a distingue, o que a torna diferente e o que podemos endereçar, ou seja, desenvolvemos uma terapêutica, o que torna as células tumorais diferentes das normais. (…) Descobertos estes alvos, temos aqui todo um trabalho de desenvolvimento de fármacos, agentes biológicos que consigam dirigir uma ação terapêutica (…)” – Nuno Prego Ramos

“Uma das características que mais nos distingue é termos uma equipa especializada no setor das Ciências da Vida. Eu fiz um doutoramento em Oncologia, estive vários anos nos Estados Unidos, voltei a Portugal, estive na Portugal Ventures para aprender mais sobre a área de capital de risco (…) Toda a equipa é especializada na área das Ciências da vida e isto facilita muito o diálogo com os investigadores que todos os nos apresentam projetos” – Ricardo Perdigão Henriques

“Depois do investimento [realizado], somos muito add-on, gostamos muito de ajudar a construir as empresas porque passar o cheque é o mais fácil, qualquer um faz. Agora realmente ajudar as empresas a crescer, (..) encontrar advisors, abrir contactos com farmacêuticas, temos a nossa rede de contactos, isso sim é trazer valor acrescentado para esta área” – Ricardo Perdigão Henriques

“Não é fácil um investidor que não tenha experiência nesta área [saúde] fazer bons investimentos e separar o trigo do joio (..)” – Ricardo Perdigão Henriques

“Eu trabalhei toda a minha vida na indústria farmacêutica, aliás estava já responsável por uma área mais ligada à oncologia quando resolvi parar para voltar a fazer o doutoramento. E foi nessa altura que fui desafiado pela Paula Videia para avançarmos com este projeto [CellmAbs]. Por isso, na realidade sou de formação, mas também investigador, mas na realidade a minha vida foi sempre muito mais ligada ao mundo corporate” –  Nuno Prego Ramos

“A maior parte dos projetos que nos chegam são de académicos, muitas vezes que nunca abandonaram a universidade, fizeram doutoramentos, pós -doutoramentos, depende também do projeto o nosso requisito, ou seja, se é uma equipa que está a desenvolver um farmacêutico que só vai entrar no mercado ao fim de 10 anos e sabemos que as start-ups não vão conseguir fazer esse percurso. Vão ter de fazer uma parceria com uma farmacêutica. Normalmente esse trajeto nos primeiros anos é um projeto científico até muito semelhante aos que estão a desenvolver nas universidades. E aí o nosso requisito de um background mais comercial, business é mais baixo. Se estivermos a falar de uma empresa de dispositivos médicos, cuja entrada no mercado é mais rápida – ao fim de 2 ou 3 anos já é expetável que hajam vendas -, aí nós temos um grande rigor (…)” – Ricardo Perdigão Henriques.

 

Recorde todas as conversas Spe Futuri, Investidores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.
Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, e Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.
Basílio Simões, business angel e fundador da Vega Ventures, e Gustavo Silva, cofundador e CMO da Homeit.
Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, e Nuno Melo, cofundador e sócio da Boost IT.
José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way, e Tocha Serra, Partner & Startup Spotter da Corpfolio.
Stephan Morais, fundador e diretor-geral da Indico Capital Partners, e André Jordão, CEO da Barkyn.

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