Com 2020 a caminhar para o final, começam a antecipar-se tendências para o novo ano e a área da Internet of Things (IoT) não escapa a essa análise. A Forbes antecipa cinco tendências.

Uma rede em larga escala de dispositivos de todos os tamanhos e formas (desde carros, a máquinas industriais e domésticas, por exemplo), ligados entre si e a partilhar informação digitalmente, materializa-se naquilo que atualmente se designa por Internet of Things  (IoT), uma tendência tecnológica em rota ascendente. Os progressos fazem prever algumas inovações em áreas de atividade que mexem com a vida de todos. Antecipando tendências, a Forbes passa em revista alguns setores em que a Internet das coisas promete revolucionar e a que devemos estar atentos.

Investimento em saúde dispara
Este é um setor em franco crescimento e que envolve desde a telemedicina, a weareables inteligentes ou sensores, entre muitos outros dispositivos, que estão a mudar a forma como os cuidados de saúde são disponibilizados aos cidadãos. E em período de pandemia, a IoT está a ser usada para minimizar os contactos onde o risco de contaminação viral é elevado, como por exemplo em lares de idosos ou nos hospitais.

Prevê-se um forte crescimento de dispositivos para que os idosos permaneçam independentes nas próprias casas por mais tempo, o que inclui ferramentas que utilizam IA para detetar quedas ou alterações nas rotinas diárias que podem alertar os parentes ou os profissionais de saúde.

IoT significa mais produtividade em casa
A adesão ao sistema de teletralho é um cenário cada vez mais frequente para os trabalhadores, devido às medidas de segurança, mais difíceis de concretizar nos escritórios e nos centros urbanos.

Os atuais assistentes pessoais alimentados a IA, como a Alexa, por exemplo, já instalados em muitas casas, serão certamente reforçados com novas aplicações projetadas para ajudar a gerir o dia a dia e a atividade de quem trabalha remotamente. Isso irá significar mais ferramentas automatizadas de agendamento, sistemas de videoconferência mais interativos e com melhor qualidade. Nos casos em que as empresas exigem a presença física, com acontece nos setores industriais, a IoT significa que os ativos podem ser monitorizados remotamente de forma igualmente eficaz.

Lojas mais seguras e eficientes
Ao longo do próximo ano, espera-se que comecem a surgir modelos inovadores, como os supermercados totalmente automatizados da Amazon, que eliminam a necessidade de interação humana não vital para abastecer as nossas casas com alimentos ou outros itens essenciais.

A automação através de dispositivos IoT também continuará a crescer nos centros de distribuição e de logística que abastecem as lojas e os métodos de pagamento sem contato tendem a prevalecer à medida que se avança para uma sociedade sem dinheiro.

Mas no retalho adivinham-se outros desenvolvimentos, como o recurso a etiquetas para rastrear o movimento dos clientes nas lojas. Uma informação que será usada para tomar decisões sobre como colocar e repor o stock, registando como e quando os clientes interagem com os displays e os produtos nas prateleiras.

IoT revoluciona cidades
O conceito de “cidade inteligente” tem crescido nos últimos anos, com a tecnologia IoT a ser usada para monitorizar o tráfego nas redes rodoviárias, o uso de transporte público ou a movimentação nas áreas pedestres. Os medidores inteligentes registam o uso de energia nas residências e nas empresas, para que o fornecimento energético possa ser equilibrado.

Durante o próximo ano, espera-se uma onda de recursos destinados à construção de capacidades digitais dentro das autoridades municipais para permitir que usem melhor as novas tecnologias. Com questões de segurança em torno do transporte público, escritórios no centro da cidade e instalações recreativas, como centros de lazer e parques, a tecnologia IoT permitirá que as autoridades e empresas entendam melhor os padrões de uso, e assim possam planear com mais eficiência medidas de segurança e estratégias de resposta a emergências.

Tecnologia de ponta
Por fim, a computação de ponta é outra tendência poderosa que não vai desaparecer devido à Covid. Tal como acontece com as outras tendências referidas, a mudança que permite tornar-se-á mais relevante do que nunca. Com a computação de ponta, em vez de dispositivos IoT enviando todos os dados para a cloud, para análise e extração de insights, esse trabalho é realizado diretamente nos próprios dispositivos. Uma vantagem clara é a economia no uso da largura de banda e o custo reduzido, tanto financeiro quanto ambientalmente, que isso envolve.

Comentários