Granter identifica erros que comprometem candidaturas aos fundos europeus

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A start-up portuguesa Granter alerta para os erros que levam à reprovação de projetos elegíveis em concursos europeus.

O Governo anunciou que o Portugal 2030 vai lançar 124 concursos até agosto em áreas tão diversas como inovação produtiva, investigação digital e biotecnologia, infraestruturas tecnológicas, descarbonização, eficiência energética, habitação social e mobilidade sustentável.

Correspondentes a quase 2.000 milhões de euros em apoios, estes concursos representam uma oportunidade significativa para as empresas portuguesas, mas também um desafio, porque muitas vezes os projetos que se candidatam são rejeitados por falhas na forma como a candidatura é preparada. Esta é uma realidade com que a Granter, start-up especializada em fundos europeus, se tem deparado desde que iniciou atividade em 2023.

Mas como lembra Bernardo Seixas, CEO e cofundador da Granter, “com o volume de concursos que o Portugal 2030 tem previstos para os próximos meses, e com o último trimestre do ano a aproximar-se, as empresas que começarem a avaliar agora as suas opções chegam em vantagem. Uma candidatura bem preparada não se faz em duas semanas”.

Assim, para que qualquer organização identifique oportunidades de financiamento, prepare candidaturas e possa gerir projetos de forma autónoma, a Granter deixa quatro recomendações:

Alinhar a candidatura ao objetivo do projeto:  concorrer a um programa só porque este está aberto compromete a candidatura logo à partida. Uma empresa que está a fazer I&D, por exemplo, não se deve candidatar a programas para aquisição de equipamentos só porque o prazo está próximo.

Não deixar a candidatura para a última hora: uma candidatura bem estruturada exige semanas de trabalho antes de o aviso sequer abrir. A narrativa do projeto, a documentação e os objetivos têm de estar alinhados com antecedência, para que nada fique dependente do prazo final.

Ter um projeto consolidado: as candidaturas construídas de raiz só para justificar o acesso a fundos raramente resistem à avaliação. É possível perceber quando a narrativa é forçada, quando os objetivos não têm sustentação estratégica e quando o projeto não existiria sem o financiamento. As propostas mais sólidas nascem sempre de algo que já fazia parte do plano da organização e o financiamento vem acelerar.

O impacto do projeto: em candidaturas de I&D, por exemplo, é comum descrever a solução com entusiasmo sem a fundamentar em nada concreto. No entanto, a tecnologia não é avaliada pelo que promete, mas pelo que consegue provar: KPIs de sucesso, métricas de impacto e uma metodologia clara para medir resultados. Uma candidatura vaga, por melhor que seja o projeto, transmite falta de rigor e perde para propostas mais bem estruturadas.

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