O Google for Startups (um acelerador de start-ups promovido pela Google) realizou o primeiro programa Female Founders Residency que visa reforçar o compromisso da mulheres empresárias. A iniciativa decorre até dezembro.

Na Europa, apenas 9% das posições “C-level” nas start-ups são ocupadas por mulheres e apenas 6% dos CEOs são do sexo feminino. Além disso, de todos os fundos atribuídos a empresas apoiadas por capitais de risco em 2018, 93% foram atribuídos a empresas fundadas por homens.

Para inverter esta situação o programa promovido pela Google, o Google for Startups pretende dar acesso a ferramentas, conhecimentos e aconselhamento em algumas áreas imprescindíveis. O apoio abrange aspetos como o aumento das vendas, aconselhamento sobre estratégias de marketing, solução de problemas, relacionados com produtos ou serviços, e apoio na captação de recursos.

Num evento recente que assinalou a graduação das mulheres que participaram no primeiro Google for StartUps, a responsável pelo Google for StartUps Reino Unido, Marta Krupinska, assinalou a disparidade no financiamento e a necessidade de nivelamento entre fundadores do sexo masculino e feminino. Aquela profissional esclareceu que essa ação rumo ao equilíbrio faz parte da missão da empresa, tanto no Reino Unido onde o programa foi lançado, como no resto do mundo, para promover o acesso a financiamento, talento e apoio apenas por mérito.

No ano passado, no Reino Unido, apenas 1% dos fundos do capital de risco foi destinado a start-ups femininas. Porém, as organizações lideradas por mulheres são mais eficientes em termos de capital e trazem mais rapidamente retorno aos investidores.

Estas são algumas das empresas lideradas por mulheres que integraram o programa Google for Startups 2019:

  • Pexxi: Uma plataforma para a saúde feminina que pretende ser uma alternativa à abordagem de solução única para a contraceção feminina. Atualmente, mil milhões de mulheres em todo o mundo usam contracetivos hormonais e 52% delas vão desenvolver algum efeito colateral devido à falta de personalização.
  • Autsera: Um jogo em realidade virtual (VR) projetado para ajudar crianças com autismo a entenderem situações sociais.
  • VineHealth: Uma plataforma que usa Inteligência Artificial (IA) e ciência comportamental para melhorar o tratamento de cancro, rastreando sintomas, efeitos colaterais e medicação. Integra essa informação automaticamente com dados sobre o estilo de vida através de dispositivos inteligentes.
  • Compare Ethics: A plataforma de pesquisa permite aos consumidores encontrar facilmente produtos sustentáveis e éticos.
  • YHangry: Esta é uma maneira acessível de contratar chefs de restaurantes de qualidade para preparar uma refeição em casa. O YHangry faz parcerias com chefs e permite que os utilizadores personalizem completamente a sua experiência gastronómica de 8 a 15 libras (8,8 a 16,6 euros) por pessoa.
  • Maji: A plataforma usa inteligência artificial e estímulos comportamentais para ajudar os utilizadores a acederem, entenderem, gerirem e aumentarem os seus fundos de pensões pessoais.
  • TIFY: É um motor de pesquisa para análise de dados do consumidor. Facilita a prospeção de dados gerados pelos utilizadores de forma ética, acessível e rápida.
  • FroHub: Um marketplace online para agendamento de consultas e produtos personalizados para o cuidado do cabelo da mulher africana.
  • Tickitto AI: Uma aplicação inteligente que dá aos utilizadores uma experiência personalizada de compra de bilhetes através do WhatsApp e outras aplicações de mensagens.
  • Leaf Envy: A missão desta empresa é cuidar de plantas de forma divertida, simples e sem complicações. Dá recomendações personalizadas sobre plantas, lembretes de rega individualizados e dicas de cuidados. Também entregam plantas de qualidade, mas acessíveis, diretamente do produtor ao utilizador.
Comentários