Susana Damasceno fundou a AIDGLOBAL há 14 anos, com a missão de tornar possível que todas as crianças portuguesas e moçambicanas tivessem acesso à educação. Em entrevista ao Link To Leaders, fala da ONGD que lidera, da experiência de voluntariado num orfanato que influenciou a sua carreira e de como a pandemia nos está a moldar a todos.

Susana Damasceno nunca se imaginou a liderar uma organização não-governamental para o desenvolvimento (ONGD). Durante 10 anos foi professora. Ensinar sempre a fascinou, os seus alunos eram a sua maior motivação. Gostava de lhes falar do mundo, contava-lhes as viagens que fazia e as suas descobertas, incentivava-os a crescer através dos livros, convidava escritores e atores para debaterem ideias e, desta forma, alargar os seus horizontes. Sempre teve a convicção que ter acesso à Educação é uma oportunidade que não chega a todos.

O amor pela Língua Portuguesa e o gosto pelo ensino, pelas crianças ajudaram-na a criar uma Rede de Bibliotecas Escolares no Distrito do Chibuto, em Moçambique. Foi em Moçambique que, há 14 anos, Susana Damasceno realizou um dos meus maiores sonhos: fazer voluntariado num orfanato. Durante 20 dias, houve tempo para contar histórias, criar instrumentos musicais, organizar uma pequena biblioteca com ludoteca, cantar, rir e dançar. Foi graças a esta experiência que fundou a AIDGLOBAL.

Decidiu tirar o Diploma de Especialização em Cooperação para o Desenvolvimento, no Instituto Nacional de Administração, e frequentou o curso sobre Ciclo de Projeto, na Universidade Humboldt de Berlim.
Neste momento desenvolve oito projetos em Portugal e quatro em Moçambique. Em 2018, recebeu o prémio FEMINA pelo trabalho que tem vindo a desenvolver à frente da AIDGLOBAL e promete “continuar à procura de respostas para desafios sociais que nos tocam a todos”.

O que é a AIDGLOBAL e que tipo de trabalho tem realizado desde a sua fundação?
A AIDGLOBAL – Ação e Integração para o Desenvolvimento Global – é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), sem fins lucrativos que foi criada em 2004, vocacionada para a promoção de uma Educação de Qualidade, porque acreditamos que a mudança acontece pela Educação.

Desde a sua fundação que temos como missão agir, incluir e desenvolver através da educação, criando, desenhando e implementando, de forma autónoma ou com recurso a parceiros estratégicos, projetos na área da Educação, em Portugal, com enfoque na promoção da Cidadania Global, e em Moçambique, no incentivo à leitura, reduzindo os níveis de iliteracia.

A AIDGLOBAL tem sede em Lisboa e possui duas delegações: uma em Moçambique, mais concretamente na província de Gaza, no distrito Chibuto, desde 2009, e outra em Porto Santo, na Região Autónoma da Madeira, desde 2018. A AIDGLOBAL intervém nestas localidades com vários projetos no âmbito da sua missão.

A AIDGLOBAL é, desde 2006, uma ONGD reconhecida com o estatuto de Utilidade Pública pelo Governo português e registada junto do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. Em 2009, no ano em que inaugurou a delegação em Moçambique, a AIDGLOBAL foi, ainda, reconhecida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros moçambicano para intervir na área da Educação e Ação Social, e é considerada uma Associação Juvenil Equiparada pelo RENAJ – Registo Nacional do Associativismo Jovem.

“Os desafios tem sido muitos, uns mais engraçados do que outros. Destaco a eterna questão da sustentabilidade de uma organização não lucrativa, que exige um esforço de criatividade, boa gestão e uma grande dose de sentido de humor”.

Quais os maiores desafios que têm encontrado pelo caminho?
Os desafios tem sido muitos, uns mais engraçados do que outros. Destaco a eterna questão da sustentabilidade de uma organização não lucrativa, que exige um esforço de criatividade, boa gestão e uma grande dose de sentido de humor.  Sem estes três fatores não se consegue governar uma organização profissional que não gera lucro, mas que tem as mesmas obrigações fiscais e legais que uma empresa.

A par disto, gerir uma equipa que está sempre a mudar e a necessidade permanente de se capacitar quem chega. Razões: por um lado os salários não são atrativos, por outro lado o desgaste desta profissão. As pessoas não têm ideia de como é exigente trabalhar num setor em que estamos a cumprir prazos a toda a hora e, por isso, há um sentimento de stress permanente. Por fim, quem nos procura são jovens que tem o ideal de trabalhar para uma causa, mas a sua formação académica não os prepara para a dureza de trabalhar neste 3º setor onde todos temos de ser “guerreiros do bem” e a palavra de ordem é resiliência!

De que forma a pandemia está a afetar a missão da AIDGLOBAL?
A missão da AIDGLOBAL tem ganho ainda mais sentido nestes tempos de pandemia. Afirmo isto, porque temos vindo a testemunhar uma mudança na forma de nos relacionarmos, em que os níveis de incompreensão e de desrespeito tem atingindo patamares inaceitáveis. O discurso do medo, da manipulação, do ódio e o da agressão gratuita têm vindo a ser alarmantes. Acredito que só a Educação poderá travar esta avalanche de violência que contaminou toda a gente.

A par de tudo isto, ter estado em teletrabalho foi um desafio para toda a equipa, mas organização esforçou-se por manter a coesão da equipa, através da realização de reuniões semanais, em equipa alargada, e em reuniões de trabalho quinzenais por áreas, em que qualquer colaborador é convidado a manifestar as suas questões, tendo-se reforçado esta prática, mesmo durante o confinamento, para manter a equipa unida e acompanhada.

“É urgente desfocar-nos do lucro e começar a pensar como reparti-lo de uma forma inclusiva, participativa e democrática. Não é possível continuarmos a atuar segundo modelos de governança que já tem a sua certidão de óbito declarada”.

Esta é, para as relações humanas, uma das alturas com maiores desafios, que exige um maior acompanhamento e apoio a muitos daqueles que, sem recursos tecnológicos, financeiros, de saúde e emocionais, irão ser os mais afetados. O que deve ser feito para minorar as consequências e as desigualdades sociais?
Este tempo em que tudo se desorganizou, dentro do que considerávamos ser a nossa esfera de normalidade e segurança, tem sido uma espécie de clarão que veio iluminar a verdadeira realidade quanto ao estado de desigualdade e de pobreza que se vive em Portugal e no mundo. Contudo, a meu ver, estamos também perante uma oportunidade de se gerar uma mudança não só na forma como se faz política, mas também no desenho de políticas públicas que respondam às verdadeiras necessidades dos cidadãos e das cidadãs. É urgente desfocar-nos do lucro e começar a pensar como reparti-lo de uma forma inclusiva, participativa e democrática. Não é possível continuarmos a atuar segundo modelos de governança que já têm a sua certidão de óbito declarada.

Que projetos tem neste momento a AIDGLOBAL em mãos?
A AIDGLOBAL tem, neste momento, 10 projetos e um programa ativos a serem implementados, quer de forma autónoma, quer através da ativação estratégica com entidades parceiras. Em Portugal destacamos os projetos de cidadania ativa: Porto Santo Sem Lixo Marinho, que pretende contribuir para tornar Porto Santo numa ilha consciente sobre o seu uso de plástico; Educar para Cooperar – Porto Santo e Madeira, que pretende sensibilizar e capacitar alunos e professores para a articulação dos temas da Cidadania Global e interligações entre o local e o global com enfoque na história dos descobrimentos; Da Escola para o Mundo – Agir, Incluir e Transformar, que é um plano de ação para a cidadania, destinado a alunos do terceiro ciclo, enquadrado na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, no âmbito do Programa Cidadãos Ativ@s.

Destacamos o projeto europeu que envolve 21 parceiros, Walk the Global Walk, que pretende aumentar os espaços de promoção da cidadania global ativa por parte dos jovens e potenciar o seu envolvimento em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); Conectando Mundos, uma proposta educativa, implementada através de uma plataforma interativa em 8 línguas, através da qual as diferentes turmas interagem e trabalham de uma maneira cooperativa, organizadas em equipas de trabalho; Jovens na Política – Participar para a Cidadania Global (II Ed.), que pretende contribuir para os direitos humanos e desenvolvimento sustentável, a partir do envolvimento dos jovens portugueses nos mecanismos de participação política e iniciámos recentemente o projeto Aprender a ser Cidadão do Mundo: Maleta Global, o Início de um Percurso, que pretende contribuir para a promoção e consolidação da Educação para a Cidadania Global junto de Professores de 1º Ciclo e Educadores de Infância.

As Malas Globais são recursos pedagógicos que promovem competências-chave de solidariedade, respeito, tolerância, inclusão e também sensibilização para o fim da pobreza, justiça social, direitos humanos, paz, desenvolvimento humano e social.

Por sua vez, em Moçambique, desenvolvemos o programa Passaporte para a Leitura, criado em 2008, é o nosso maior programa de intervenção em Moçambique, através do qual a AIDGLOBAL cria e equipa bibliotecas (já criámos uma Rede com 27 bibliotecas Escolares), promove atividades de Animação da Leitura para promover o gosto pela leitura, capacita os professores para a dinamização de atividades leitura na sala de aula e em bibliotecas a fim destes incentivarem os seus alunos para lerem, Kula Na Wu Djonza – Crescer a Ler, que pretende promover a leitura através da narração de contos em português e em língua changana junto de adolescentes grávidas e mães recentes que aguardam pelas consultas pré-natais, de rotina ou de vacinação dos seus filhos, no Hospital Rural do Chibuto e no Centro de Saúde da região e, por fim, o projeto de Apoio à ADHC –  Associação do Desenvolvimento Humano e Comunitário, no distrito do Chibuto, que acolhe, durante o dia, crianças desfavorecidas com as quais a equipa da AIDGLOBAL desenvolve várias atividades com livros infantis em português e em língua changana, trabalhos manuais, jogos musicais, abordando temas como as cores, os animais, as plantas, higiene, as partes do corpo, igualdade de género.

E, desde 2018 estamos a implementar um projeto que nos comove, Educadores em Movimento – Uma Educação Itinerante para a Primeira Infância em Moçambique, no âmbito local temos criado Escolinhas debaixo de cajueiros em 5 comunidades rurais do Chibuto, e temos vindo a capacitar mamãs para as tornar em Educadoras e com elas criar recursos pedagógicos para explorarem com as suas crianças

“Como as Organizações da Sociedade Civil (OSC) dependem da submissão de projetos a linhas de financiamento para concretizarem o seu trabalho, estão todas as organizações a procurar ter as ideias vencedoras”.

É fácil encontrar financiamento para implementar estas ideias?
É difícil, mas é possível. Primeiro, é preciso ter ideias. Segundo, é preciso estarem bem desenhadas. Terceiro, é preciso saber escrevê-las de forma a passar a mensagem ao financiador de que esta ideia ao ser implementada vai resultar numa mudança que terá impacto numa comunidade, numa política, num comportamento. A parte menos interessante deste romance é a concorrência. Como as Organizações da Sociedade Civil (OSC) dependem da submissão de projetos a linhas de financiamento para concretizarem o seu trabalho, estão todas as organizações a procurar ter as ideias vencedoras.

Naturalmente, que se houvesse uma outra compreensão da forma como se promove o mecenato em Portugal, poderíamos ter empresas a apoiar/ financiar a estrutura das organizações, que é sempre a área menos sexy, mas sem a qual não existe capacidade institucional e o músculo necessário para empreender todo o trabalho. Em 15 anos na liderança da AIDGLOBAL só houve uma empresa que teve esta visão e foi também graças a ela que a AIDGLOBAL se profissionalizou.

Qual é a reação das crianças quando veem livros?
É um regalar de olhos que nos emociona e ao mesmo tempo nos compensa de todo o esforço que a equipa da AIDGLOBAL, seus voluntários e doadores de livros fazem para que milhares de crianças em Moçambique possam tocar, abrir, cheirar e ler um livro. Para muitas destas crianças, é nas bibliotecas que a AIDGLOBAL cria e apoia que se cruzam pela primeira vez com um livro de histórias, pois os poucos livros que conhecem são os manuais escolares.

As crianças precisam dos livros para serem crianças e o mundo precisa que as crianças o “leiam” e o conheçam através de histórias que as despertem para a complexidade desta viagem a que chamamos vida.

Na sua opinião, de que forma podemos contribuir, enquanto cidadãos, para que consigamos alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e para que a Agenda 2030 seja uma realidade no médio prazo? E qual deve ser o trabalho dos líderes neste sentido?
Para contribuir é preciso conhecer. É essencial realizar projetos como Walk the Global WalK, no âmbito do qual, e em parceria com a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, temos vindo a envolver todos os professores e alunos das escolas deste município para caminharmos lado a lado em torno dos ODS. Já abordámos o 11º ODS –  Cidades e Comunidades Sustentáveis, o 13º ODS – Ação Climática, este ano, o foco está no 16º ODS – Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Estes jovens tem sido agentes de mudança no seio das suas famílias, grupo de amigos, comunidades e tem assumido um papel de liderança no cumprimento desta tão ambiciosa Agenda.

Quem era a Susana antes da AIDGLOBAL e depois da AIDGLOBAL?
Uma sonhadora. Nada mudou. O meu sonho é o da Educação. No dia em que todas as crianças tiverem a oportunidade de ler, seja livros em papel ou livros num dispositivo eletrónico, com toda a certeza vamos ser mais capazes de nos entender, valorizar e respeitar. Em criança sonhava ser professora. Fui professora durante uma década. Por estar na direção executiva da AIDGLOBAL tive que parar de lecionar. Hoje sou formadora, mas acima de tudo sou e serei sempre uma Educadora. Os livros, os escritores, o teatro e as histórias andaram por todas as salas de aula onde entrei como professora de Língua Portuguesa.

Hoje em dia, andamos sempre com os livros literalmente às costas, e são aos milhares. Em março chegou mais um contentor a Moçambique com cerca de 30 mil livros. E lançámos o nosso primeiro livro bilingue em Português e em Xichangana, uma coedição com as FALAS AFRIKANAS, “O Grão de Milho Mágico”. E grão a grão vamos espalhando livros e o gosto pela leitura.

“Mas o que determinou esta carreira foi a minha experiência de voluntariado num orfanato em Moçambique, onde chamei a mim a responsabilidade de agir perante a nudez de afetos, a ausência de condições de higiene, saúde, habitação e as carências de alimentação das 50 crianças desse orfanato”.

Como é que acha que a sua educação e a forma como cresceu influenciaram a sua carreira a nível humanitário?
Pais atentos ao mundo, que passaram para mim e para a minha irmã uma consciência social, e uma tia que nos dava livros nos aniversários e no Natal. Estes dois fatores misturados com uma personalidade irrequieta, uma mente curiosa, uma vontade de aprender tudo e uma capacidade inata de empreender, levaram-me a este caminho. Mas o que determinou esta carreira foi a minha experiência de voluntariado num orfanato em Moçambique, onde chamei a mim a responsabilidade de agir perante a nudez de afetos, a ausência de condições de higiene, saúde, habitação e as carências de alimentação das 50 crianças desse orfanato. Pelo amor e pelo respeito que tenho pelas crianças era impossível não mudar de vida!! E por isso, fundei a AIDGLOBAL.

Que ambições ainda tem para o futuro?
Ambiciono muito pouco para mim, pessoalmente, pois sou uma pessoa feliz por ter tido a sorte de ser mãe de um menino que me embala no seu amor infinito e vivo rodeada de familiares e pessoas verdadeiramente minhas amigas. Vivo num dos sítios mais lindos de Portugal – Arruda dos Vinhos – e adoro sujar as mãos na terra, num namoro com a natureza que me tranquiliza em dias de grande ansiedade e exaustão.

Já para a AIDGLOBAL ambiciono que consiga ser não a maior, mas a melhor organização. E entendo que ser melhor, no contexto da AIDGLOBAL, é ter uma equipa comprometida, leal e criativa, é conquistar novas e boas parcerias, é captar fundos e aliados que invistam na nossa missão, é conquistar a confiança dos cidadãos e, por fim, mas acima de tudo, continuar à procura de respostas para desafios sociais que nos tocam a todos.

O que ainda lhe falta fazer?
Falta-me fazer o meu doutoramento, que está parado porque a “cuca” não dá para tudo e o tempo não estica. Gostava de voltar a ter o privilégio de estudar. E falta-me implementar uma ideia de negócio social, que me acompanha desde que fundei a AIDGLOBAL. Aguardo que a sorte e a audácia me indiquem a altura certa de voltar a empreender.

Que conselho daria a quem quer abraçar uma carreira na área da cooperação internacional e ajudar a promover a sustentabilidade do nosso planeta?
O meu primeiro conselho é comecem por cooperar dentro de casa. É nelas que, primeiramente, podemos fazer a diferença. De seguida, conheçam as organizações que trabalham nesta área do desenvolvimento. Estudem-nas e proponham-se como voluntários naquela com a qual comungam da mesma visão. Depois estudem a sério e, caso seja for possível, trabalhem ao mesmo tempo para ganharem a resistência que vão precisar para quando tiverem de trabalhar debaixo de pressão, em contextos duros e exigentes. E por fim, pratiquem a humildade.  Vão precisar dela para perceber que não somos todos iguais e há coisas que não conseguimos mudar e temos, simplesmente, de aceitar …

Líderes que a inspiram…
A par do Papa Francisco, do Nelson Mandela, da Maria de Lurdes Pintasilgo, da Frida Khalo e da Mary Poppins (sorrisos), que por variadíssimas razões me inspiram, não posso deixar de referir a minha avó materna, Maria de Jesus, que ficou órfã aos 12 anos de idade, nunca foi à escola, teve 6 filhos, foi grande parte da sua vida vítima de violência doméstica, tratou de todos os netos e hoje com 97 anos continua a ter um sentido crítico face ao que se passa no mundo. São mulheres “reais” como a minha avó que verdadeiramente me inspiram.

Respostas rápidas:
O maior risco: A fundação da AIDGLOBAL e ter deixado uma “carreira” no Estado. Mas risco maior foi ter subido ao Pico de Santomé!
O maior erro: Pensar que toda as pessoas sentem e vivem a solidariedade da mesma maneira!
A maior lição: Jamais voltar a ignorar a minha intuição. Ela prova que está sempre certa!
A maior conquista: Aprendi a rir de tudo! Enquanto rimos, as nossas dúvidas dissipam-se!

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