Com as restrições a serem levantadas e as viagens entre países permitidas de forma faseada, quem viaja com frequência a negócios ou em lazer está a criar estratégias e procedimentos para se manter seguro em aeroportos, aviões, hotéis e afins. Ficam aqui algumas dicas.

“Nunca pensamos em tudo aquilo em que tocamos desde o momento em que saímos de casa”, diz ao USA Today Peter Greenberg, editor de viagens do programa de televisão CBS This Mornin” e apresentador da série “Travel Detective” do canal PBS.

Tendo já percorrido centenas de milhares de quilómetros em trabalho, não tenciona fazer esforços absurdos para evitar o vírus. “Recuso transformar-me num fato de proteção”, contesta, adiantando que tem várias ideias que devem ajudar a minimizar o risco. Além da imprescindível máscara, planeia usar luvas ao viajar. Nos aviões leva a sua água engarrafada para reduzir o contacto com os comissários de bordo. Nos quartos de hotel a coberta da cama é tirada e os copos são passados por água quente durante mais de dois minutos. Tudo precauções de bom senso, observa.

Além de especialistas como Peter Greenberg, os viajantes regulares (desde os que estão constantemente na estrada aos agora reformados ansiosos por viagens de lazer) também dão as suas dicas para sair de casa em tempos de Covid-19.

1. Avaliar antes de ir
Gene Rivers, que vende imóveis em Tallahassee, na Flórida, afirma que, antes de viajar, analisa as companhias aéreas, hotéis e transporte terrestre que terá de usar para ver que precauções estão a ser tomadas e assim encontrar alternativas mais seguras. “O risco aumenta quando comissários de bordo, funcionários de check-in de hotel ou empregados de restaurante não estão a usar máscaras, atrás de divisórias de acrílico ou a limpar as superfícies assim que cada cliente sai”, enumera, referindo que “gosto de aviões que respeitam as regras de distanciamento e minimizam o contacto”.

2. Equacionar uma varinha UV
Susan Smith, reformada, de Naples, na Florida, diz que entre as precauções que toma está uma varinha UV, dispositivo de luz ultravioleta que pode ser passada sobre as superfícies para eliminar bactérias (a luz UV está a ser testada em larga escala como forma de higienizar o metropolitano de Nova Iorque). Também leva chinelos, mas já considera demais levar lençóis: “é para isso que serve a varinha UV”.

3. Levar a almofada e evitar voos de ligação
Paula McCombie, de South Barrington, no Illinois, refere que leva a sua almofada para qualquer hotel. E isto é apenas o começo: tem sempre desinfetante para as mãos num pequeno doseador de spray, bem como toalhetes desinfetantes. “Limpo as áreas em que vou tocar assim que me sento no avião”. E, “ao chegar, lavo bem as mãos logo que tenho oportunidade”. Também tenciona evitar voos de ligação para não ter de passar por mais de um aeroporto – sempre é um local a menos onde poderá entrar em contacto com o vírus.

4. Levar snacks…
Michael Altneu, de Gilbert, no Arizona, gestor de uma cadeia de abastecimento, vai viajar em breve para a China. E vai levar uma provisão de lanches saudáveis para duas semanas: “deve esperar-me uma quarentena de 14 dias assim que a China permita a entrada de cidadãos dos EUA, além de que vou ficar num hotel que não foi escolhido por mim”.

… e refeições

Scott Smith, gestor regional, não se fica pelos lanches. Leva sempre consigo os pequenos-almoços e almoços (exceto numa semana em março em que esteve na estrada durante toda a pandemia). O que mais o irrita, enquanto viajante pelos EUA, é “nenhum Estado, cidade ou vila ter as mesmas restrições”.

5. Usar toalhitas desinfetantes
Cindy Wilkerson, que trabalha no setor de seguros em Sacramento, na Califórnia, usa toalhitas desinfetantes nos hotéis, de resto, deposita confiança nas equipas de limpeza. “Vou confiar que o hotel está a fazer o seu trabalho. Penso que o risco de contrair Covid-19 num quarto de hotel seja reduzido”.

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