A paridade de género nos cargos de liderança está estagnada, segundo WEF
A representação feminina em cargos de liderança sénior aumentou entre 2015 e 2025, mas progresso da paridade de género na alta administração e nos conselhos de administração estagnou desde 2022, conclui o relatório do Fórum Económico Mundial.
O relatório “Closing the Gender Gap in Senior Leadership”, do Forum Económico Mundial (WEF na sigla inglesa), apresenta uma análise global e intersetorial do progresso atual rumo à paridade de género em cargos de liderança sénior e dos fatores estruturais que continuam a moldá-lo.
Desenvolvido pelo Centro para a Nova Economia e Sociedade do Fórum Económico Mundial, como parte da Iniciativa Global de Paridade de Género, o relatório utiliza dados do LinkedIn Economic Graph Research Institute e da Egon Zehnder, além de estudos de caso e insights de líderes dos setores empresarial, governamental, acadêmico e da sociedade civil.
Para apoiar a ação, o relatório apresenta uma estrutura preparada para o futuro para a paridade na alta liderança, organizada em torno de quatro pilares: redefinir as capacidades de liderança, reestruturar as relações de poder, construir sistemas de seleção justos e redesenhar as condições sob as quais a liderança é exercida.
O objetivo é fornecer aos líderes empresariais e políticos insights baseados em evidências e ferramentas práticas para construir sistemas de liderança mais inclusivos, resilientes e preparados para o futuro.
As mulheres estão presentes na liderança corporativa,
mas continuam a ser raras em cargos de maior poder

O relatório conclui que apesar de na última década os avanços na procura de uma liderança com equilíbrio de género terem sido reais, foram, contudo, modestos. Entre 2015 e 2025, a representação feminina em cargos de liderança sénior aumentou 2,8% atingindo 24,6% dos cargos de diretoria executiva e 29,3% das cadeiras em conselhos de administração.
Todavia desde 2022 que este movimento ascendente estagnou, na medida em que, por um lado, a participação de mulheres entre as novas contratações para cargos de alta direção não avançou, e, por outro, as nomeações para conselhos de administração diminuíram e as mulheres continuam sub-representadas nos cargos que servem como trampolim mais confiável para o topo.
Este retrocesso em nada tem a ver com a falta de mulheres qualificadas. O relatório do Fórum Económico Mundial aponta para um problema mais profundo: o facto dos sistemas que identificam, desenvolvem e distribuem oportunidades de liderança não acompanharam as necessidades atuais da força de trabalho ou das empresas.
Perante esta realidade, o Fórum sublinha que num momento em que as organizações enfrentam uma forte pressão para lidar com a disrupção tecnológica, a volatilidade económica e as mudanças demográficas, a capacidade de aproveitar toda a gama de talentos disponíveis constitui uma vantagem estratégica e competitiva. Constata que o progresso depende menos do desenvolvimento individual das mulheres e mais da reformulação da estrutura de liderança – sistemas de sucessão, apadrinhamento, critérios de promoção, acesso a cargos de formação e as estruturas de responsabilização que os regem.
Por isso, o relatório conclui que as empresas que reformularem a maneira como o potencial de liderança é reconhecido, patrocinado e promovido estarão em melhor posição para construir as equipas de liderança resilientes, inovadoras e preparadas para o futuro que a próxima década exige.
A representação feminina aumentou em C-Suite,
mas continua baixa nos papéis que podem
dar acesso ao cargo de CEO








