O programa educativo português foi selecionado como um caso de sucesso de inclusão digital.

O Apps for Good Portugal é um programa educativo tecnológico e21m que jovens criam aplicações para resolver problemas da sociedade. Acaba de ser distinguido pela Comissão Europeia (CE) que o considerou um caso de sucesso no domínio da inclusão digital, pela transformação que implementou no ensino das capacidades digitais.

De acordo com a Comissão Europeia, este programa educativo ilustra “o desenvolvimento exponencial de novas plataformas e métodos de treino e aprendizagem oferecidos por agentes externos à educação convencional. Novas formas de parceria entre agentes escolares, e entre agentes públicos e privados, estão a rejuvenescer currículos, a experimentar novas ligações entre disciplinas e já a demonstrar um impacto positivo na empregabilidade”.

A informação está espelhado no relatório “Inspirational practices for tomorrow’s inclusive digital world’ no qual a  CE apresenta o contributo da Plataforma Transnacional da Rede Temática do Fundo Social Europeu na aprendizagem e capacidades para as políticas desenvolvidas na União Europeia e no contexto nacional. Construir uma economia e uma sociedade digital inclusiva na Europa é o objetivo.

É neste contexto que surge o Apps for Good como um exemplo a seguido e através do qual outras instituições podem aprender para desenvolver soluções inovadoras para enfrentar os desafios da digitalização. De acordo com a Comissão Europeia o programa educativo português está a ajudar a “criar uma nova geração de ‘fabricantes digitais’ e ‘solucionadores de problemas’, e a reduzir a diferença entre as necessidades do mercado laboral e as capacidades dos alunos”.

João Baracho, diretor executivo do CDI Portugal, entidade que lançou o Apps for Good, congratulou-se com esta distinção. “É uma grande honra e um orgulho enorme constatar que a Comissão Europeia vê no Apps for Good um exemplo internacional a ser seguido no que diz respeito à inclusão digital e na importância que tem na promoção e desenvolvimento da capacidade criativa dos jovens, utilizando a tecnologia para resolver problemas e causas sociais”, afirmou.

Recorde-se que o Apps for Good pretende despertar os jovens (entre os 10 e 18 anos) assim como os professores para a utilização da tecnologia como forma de resolver os seus problemas, propondo um novo modelo educativo mais intuitivo, colaborativo e prático. O objetivo do programa é o desenvolvimento de Apps para smartphones e tablets que possam contribuir para a resolução de problemas relacionados com a sustentabilidade.

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