Ó Capital cria uma scale-up platform chamada Ó Studio
A nova plataforma investe, estrutura e acelera empresas da indústria criativa e comunicação, combinando capital, operação e criatividade.
Dedicada à indústria criativa e comunicação empresarial em Portugal, o Ó Studio é uma scale-up platform que nasce para desafiar os modelos tradicionais de crescimento das agências, investindo em empresas com modelos de negócio comprovados, reforçando a sua estrutura operacional e acelerando o seu desenvolvimento.
Criado pela Ó Capital, mais do que um investidor, o Ó Studio assume-se como um parceiro de crescimento. Entra no capital das empresas, trabalha lado a lado com os seus founders e coloca ao serviço de cada participada uma estrutura comum de gestão, tecnologia e operação, preparada para acelerar o crescimento e criar as condições para novas fases de desenvolvimento, seja através da entrada de investimento institucional, seja por processos de consolidação com parceiros estratégicos do setor, explica o Ó Studio em comunicado.
Este projeto — criado por Sara do Ó, Mariana Bordalo e Maria Cordeiro (Ó Capital), Rui Amorim, Miguel Sousa Morais, Tomaz Castelão, Nico Mello, José Brízida e Bernardo Pita — arranca com um investimento acumulado de cerca de 2 milhões de euros, uma faturação agregada próxima dos 4 milhões de euros prevista para 2026, uma carteira de mais de 100 clientes — entre os quais Grupo Pestana, Grupo DS, Prosegur, Hey Doc, Garcias e HUG Lusíadas Home Care — e uma equipa de cerca de 35 talentos.
“Ao longo dos anos percebemos que muitas PME ficam presas ao ‘rame-rame’ da operação diária e acabam por adiar decisões estratégicas fundamentais para o seu crescimento, desde o investimento na marca até ao reforço da gestão, da tecnologia ou do desenvolvimento do negócio. Foi precisamente esta realidade que inspirou o nome da Rame-Rame e a metodologia que desenvolveu para ajudar as empresas a sair desse ciclo”, explica Sara do Ó, Founder e CEO da Ó Capital. Acrescenta que “no Ó Studio damos esse passo ao lado das participadas: investimos, profissionalizamos a gestão, reforçamos a capacidade operacional e disponibilizamos uma estrutura multidisciplinar que lhes permite crescer com mais escala, maior eficiência e sem perder a identidade que as distingue”.
De acordo com o comunicado, o “Ó Studio combina o músculo financeiro de um family office com o acompanhamento operacional de quem conhece a realidade das empresas por dentro. Ao fortalecer cada participada, cria também as condições para que os melhores talentos e equipas cresçam em conjunto, beneficiando de maior escala, recursos partilhados e capacidade de resposta, sem abdicar da autonomia, identidade e cultura de cada negócio”.
Para Tomaz Castelão, cofundador do Ó Studio, “os grandes criativos raramente são grandes gestores. E os bons gestores nem sempre são os mais criativos. No Ó Studio juntamo-nos todos à mesa à procura de encontrar chão comum: como gerir boas empresas criativas sem as tornar cinzentas ou pouco rentáveis? Percebemos que as dores de uns são as forças de outros, e hoje, conseguimos juntar EBITDA e criatividade na mesma conversa”.
Com um horizonte de crescimento definido até 2030, o Ó Studio continuará a investir na integração de empresas e equipas de elevado desempenho que reforcem a complementaridade do ecossistema, em áreas como produção, audiovisual, eventos, relações públicas, influência e tecnologia aplicada às marcas. A ambição passa por construir uma comunidade de criadores, estrategas e construtores de marcas — Club of Creators, Strategists and Builders — unida por uma visão comum de crescimento e excelência.
O ecossistema Ó Studio arranca com uma estrutura transversal, distribuída por cinco empresas especializadas e complementares — Pato Bravo, Rame-Rame, Boost, Not Digital e Oratório —, que cobre as principais necessidades do mercado atual.







