Escrevo este artigo no primeiro mês do novo ano civil num momento do ano em que estamos animados com os propósitos de ano novo e com os objetivos que designámos alcançar ao longo dos próximos doze meses.
Na Primavera, fui nomeada Embaixadora da Semana Europeia da Formação Profissional, que terá lugar em Helsínquia, na Finlândia, de 14 a 18 de outubro
Já por diversas vezes aqui escrevemos acerca da generosidade de empreender em várias áreas e de diferentes formas. De todas as vezes que o fizemos partimos do pressuposto inilidível que é para a sociedade, seja em termos globais ou locais, útil[1] ter cidadãs e cidadãos empoderados através de competências empreendedoras que os transformam literalmente em agentes de mudança, independentemente do setor de atividade onde se inserem, quer seja em termos educacionais, científicos, bem como no domínio da investigação, quer seja em termos laborais enquanto trabalhadores dependentes em empresas ou a atuarem em organizações da economia social.
Empreender na ciência e na investigação é uma das condições para se aumentar o número de doutorados que cresceu em quase todos os países da União Europeia. Entre 2013 e 2016, de acordo com os dados do Eurostat, em Portugal esse número subiu de 28.317 para os 33.423, em que 47.9% são mulheres.
A educação tem por parte dos diferentes agentes perceções distintas. Da mesma forma que um cubo se pode transformar num quadrado e vice-versa, também há quem veja a educação como a mera transmissão de conhecimentos ou, ao invés, como a simples fixação de objetivos.
Desde que me lembro de ser gente que a educação está presente na minha vida em várias dimensões. A primeira e aquela que é transversal a todas as pessoas, ou deveria ser se estivermos atentos aos números e verificarmos que há 175 milhões de crianças que não estão matriculadas na educação infantil, de acordo com o último Relatório da UNICEF “A World Ready to Learn: Prioritizing quality early childhood education”, e que para mim foi determinante na minha história de vida visto que ingressei aos três anos numa escola bilingue e o inglês fazia parte do meu dia a dia, a par do português.
A priori as organizações são espaços onde impera a paz social que decorre, no âmbito do Direito Internacional Público, das Convenções da Organização Internacional do Trabalho e que é imperativa para todos os Estados subscritores e no que ao Direito Interno diz respeito, ao que está previsto no capítulo-Direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores e no título-Direitos e deveres económicos, sociais e culturais da Constituição da República Portuguesa.
Um dos temas transversais às várias ciências e às latitudes e longitudes prende-se com a boa liderança. Efetivamente, são muitos os que se debruçam acerca deste tema tão relevante e que é sempre duma notória atualidade.
Em janeiro de 2018 escrevi aqui “O empoderamento através da moda” a propósito do trabalho excecional que a Miuccia Prada fazia de empoderar as mulheres, neste caso concreto artistas femininas mais jovens, através das suas coleções de moda.
Quando falamos de empreendedorismo também falamos de relações laborais. Ao invés do que possamos pensar, empreender também significa criar emprego.
Para a maioria das pessoas falar em empreendedorismo implica falar em lucro pois o empreendedor cria a sua empresa para gerar mais valias.
