O novo consórcio europeu de dados apoia a incubação e aceleração de start-ups com soluções baseadas em dados.

A Bright Pixel passou a integrar o REACH, um consórcio europeu, com a duração de três anos e meio, que vai dar apoio à incubação e a aceleração de start-ups que desenvolvam soluções baseadas em dados. O programa vai potenciar o desenvolvimento, o acesso, financiamento e a comercialização de produtos ou serviços data-driven.

O REACH terá três períodos de candidatura, sendo que o primeiro deverá abrir já em meados de novembro. Cada período de incubação/aceleração dura 11 meses e divide-se em quatro fases:  a de Exploração, que arranca com 30 a 40 start-ups e está voltada para a validação da ideia; a de Experimentação, dedicada ao desenvolvimento dos MVPs e para a qual só seguem 10 start-ups; a de Evolução, reservada à definição da estratégia de lançamento no mercado por parte das 5 melhores start-ups; e, por último, a de Exposição, em que as start-ups que chegaram à etapa anterior serão desafiadas a fazer networking e reunir com investidores para conseguir levantar fundos.

O apoio às start-ups envolve um incentivo financeiro que corresponde a um total de 3,5 milhões de euros equity free (até 120 mil euros para cada start-up), e em mentoria técnica e de negócio.

O programa divide-se em dois grandes grupos de parceiros, distribuídos por nove países, a saber: Bélgica, Espanha, Estónia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Turquia.

A Bright Pixel faz parte das dez entidades responsáveis pelas vertentes de incubação e de aceleração, juntamente com a CEA, instituto francês de investigação e desenvolvimento, a Zabala, consultora de inovação espanhola, a EstBAN, rede de business angels da Estónia, entre outras. A Bright Pixel terá um papel ativo, ao ajudar as start-ups a melhorarem as suas soluções para endereçar os desafios das empresas que procuram este tipo de tecnologias.

Paralelamente, o consórcio conta ainda com nove empresas responsáveis por fornecer dados às start-ups para que estas possam desenvolver soluções que respondam a necessidades dessas empresas/setores.

“Encaramos o REACH como uma oportunidade de promover sinergias e impulsionar a criação de start-ups disruptivas com soluções baseadas em dados que, de outra forma, poderiam não ter condições favoráveis para ser bem-sucedidas e que têm potencial para resolver necessidades de mercado já identificadas ou dar origem a produtos/serviços versáteis e a modelos de negócio inovadores. Esta abordagem articulada garante um apoio especializado às start-ups em diferentes momentos, vindo de data scientists, da própria Academia, de incubadoras/aceleradoras e até de investidores”, explica Benjamin Júnior, membro do board da Bright Pixel.

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